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Alta dos combustíveis reduz os lucros de motoristas de aplicativo

Motoristas de aplicativo

A categoria cobra um apoio das empresas parceiras e a redução do valor do combustível. Segundo Amasp, 25% da frota de motoristas de aplicativo desistiram da profissão.

Motoristas de aplicativo
Bomba de combustível (Foto: Pixabay)

Motoristas de aplicativo fazem carga horária dobrada

Desde o retorno das atividades paralisadas por conta da pandemia, o valor dos combustíveis registra alta. A consequência disso é a redução dos lucros de quem usa o carro e a moto como fonte de sustento.

Sejam motoristas de aplicativo como a uber e 99, ou entregadores de delivery, a situação não está fácil. Muitos profissionais tiveram que dobrar a carga horária trabalhada para conseguir o lucro que obtinham antes.

Hoje, os profissionais de aplicativo se desdobram em dois ou três plataformas diferentes ao mesmo tempo na procura de uma viagem com o valor viável. Isso porque se tirar a taxa que repassam para a empresa, e o valor gasto de combustível, o lucro é baixíssimo.

Combustível com preços elevados

Desde o início do ano, o preço do combustível, principalmente a gasolina, segue um curso de aumento desenfreado.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, o preço médio da gasolina é o mais alto dos últimos 20 anos. A  média nacional é de R$ 5,955, e pode ultrapassar os R$ 7 por litro em determinas regiões do país.

A variação do preço da gasolina entre janeiro e agosto é de 27,6% segundo a Agência.

Veja também: Confira os estados com os maiores e menores preços da gasolina

A alta dos preços pode ser justificada pela alta no preço do barril de petróleo, que aumentou cerca de 40% o valor. Aliado à alta no preço do mesmo está a valorização do dólar, moeda em que o barril é cotado.

Dessa forma, se torna uma questão de oferta e demanda. Segundo a Agência Internacional de Energia, a AIE, no segundo trimestre de 2020, a produção de petróleo era de 92,3 milhões de barris por dia. No entanto, a demanda era mais baixa, cerca de 84,8 milhões de barris.

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Petrolífera (Foto: Pixabay)

Dessa forma, como havia menos procura, o valor era mais controlado e reduzido. Já no mesmo período de 2021, quando o mercado econômico voltou a aquecer e as atividades antes paralisadas também retornaram, a demanda do barril chegou a 96,7 milhões, no entanto, a produção ficou em 94,9 milhões de barris por dia.

Ocasionando assim, uma procura maior do que a oferta oferecida pelo mercado. A projeção é de que as coisas só se normalizem a partir do primeiro trimestre de 2022.

Empresas se posicionam

A Uber e a 99 se posicionaram informando que adotam medidas para auxiliar os motoristas, porém, que não possuem controle sobre a alta dos combustíveis. Ambas desenvolveram parcerias com redes de postos de combustíveis para que os parceiros consigam descontos nas redes credenciadas.

A 99 também informou que em determinados horários e regiões, zera a taxa de serviço. Dessa forma, o valor total da viagem é repassado ao motorista.

Os que adotam o serviço de viagens por aplicativo também sentem as consequências da alta do combustível. Isso porque o tempo para conseguir uma viagem agora está bem maior, pois dependendo do trajeto, o custo que os motoristas de aplicativo terão, acaba sendo maior que o lucro que teria, e ele acaba rejeitando a corrida.

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Passageiro de aplicativo (Foto: Pixabay)

 

Nicole Santana

Nicole SantanaJornalista e especialista em comunicação empresarial, com bagagem de mais de três anos atuando ativamente no setor automotivo, e premiada em 2016 por melhor reportagem jornalística através do concurso da Auto Informe.

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