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Carros esportivos decepcionantes: 5 modelos com desempenho medíocre

Qual é a característica mais importante dos carros esportivos? Desempenho, é claro! Veículos com esse tipo de proposta deve entregar, primordialmente, boa performance na pista. Para isso, é necessário ter um motor potente, além de bons freios e de uma suspensão capaz de proporcionar ótima estabilidade em curvas. Mas e quando um modelo de tal gênero que têm pouco, ou nada disso?

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5 carros esportivos com desempenho decepcionante

Pois existiram alguns carros assim no mercado brasileiro, e em quantidade suficiente para fazer um listão! E olha que o caso aqui nem é daqueles automóveis cuja ideia é oferecer apenas visual com elementos agressivos, chamados informalmente de “esportivados”. Esses veículos, ao menos, têm preço mais acessível e nomes menos pomposos.

O AutoPapo enumerou 5 carros classificados como reais esportivos pelos fabricantes, seja no material publicitário ou pelo uso de siglas realmente ligadas à performance, mas que decepcionaram quanto à dirigibilidade. Veja o listão!

1. Golf GTI (Mk3)

volkswagen golf gti
Terceira geração do Golf GTI utilizava o mesmíssimo motor da versão GLX

Que fique claro: o texto diz respeito unicamente à terceira geração do Golf GTI, que foi a primeira vendida no Brasil, quando o modelo ainda era importado. Enquanto as safras seguintes utilizaram motores turboalimentados bastante potentes, a anterior vinha com um 2.0 8V de 116 cv, que até proporcionava bom desempenho ao hatch. Mas, esportivo? Não, nem mesmo para os padrões dos anos 90.

Na prática, em desempenho, o modelo não era páreo para concorrentes como Fiat Tipo Sedicivalvole, Chevrolet Calibra ou Citroën ZX Volcane. O desempenho era inferior até ao do “primo pobre” Gol GTI. Até a versão GLX do próprio Golf oferecia performance equivalente, pois vinha equipada com o mesmíssimo 2.0 de 116 cv.

Vale ressaltar que, na Europa, o Golf GTI dessa safra tinha opção de motor com cabeçote 16V, que elevava a potência para 148 cv. Aí, sim! Porém, esse modelo nunca veio para o Brasil. Pelo menos foram importados alguns exemplares da fogosa versão VR6, com 174 cv gerados por um 2.8 de seis cilindros. Este, sim, era um verdadeiro canhão: pena que o número estimado de unidades trazidas ao país seja de apenas 40.

2. Chevrolet Astra GSi

chevrolet astra gsi hatch vermelho de frente com farois acesos
Astra não honrou a tradição da sigla GSi, utilizada pelas versões esportivas dos antepassados Kadett, Vectra e Corsa

Quem é fã da Chevrolet geralmente se entusiasma com a sigla GSi. E com razão: herdadas diretamente dos esportivos da Opel, então pertencente à GM, essas três letrinhas deram vida a versões icônicas de carros como Kadett, Vectra e Corsa. Entretanto, o Astra não fez jus a essa tradição da marca.

Não que o modelo fosse exatamente fraco: equipado com um motor 2.0 16V, entregava 136 cv de potência. O problema é que esses números, na época, já não davam a ele um desempenho esportivo. Para efeito de comparação, o Golf GTI da época já tinha propulsor 1.8 turbo de 180 cv.

Para piorar, concorrentes sem proposta esportiva, como Ford Focus e Peugeot 307, ambos com motores 2.0 16V, entregavam o mesmo nível de performance. Nem mesmo dentro da própria linha Astra a versão GSi conseguiu de destacar: poucos anos depois, a unidade 2.0 8V flex das versões civis chegou a 140 cv com etanol.

3. Hyundai Veloster

hyundai veloster 2012 prata de frente
Desempenho do Veloster era tão ruim que virou motivo de chacota

Dizer que o desempenho do Veloster é medíocre chega a ser gentileza: era ruim mesmo. Culpa do motor 1.6 com apenas 128 cv de potência, também utilizado na linha HB20. Isso em um modelo que evocava velocidade no design e até no nome!

Para piorar, a Hyundai anunciava que a potência do Veloster era de 140 cv. O “detalhe” é que esse número dizia respeito às versões equipadas com injeção direta, que existiam no no exterior, mas nunca vieram ao Brasil.

A falta de desempenho acabou fazendo com que o modelo virasse piada. Quando o efeito da novidade passou, as vendas minguaram. Consequentemente, as importações foram suspensas já em 2013. Desde então, a Hyundai protagonizou diversos lançamentos no país, mas o Veloster nunca mais voltou à gama de carros da marca.

4. Ford Escort XR3 (1.6)

Ford Escort XR3 1983
Ford Escort XR3 só ganhou desempenho à altura do visual quando trocou o motor 1.6 CHT pelo 1.8 S AP

O Escort XR3 é um dos ícones da indústria automobilística brasileira durante os anos 80. Contudo, isso se deve a questões como design, sofisticação e construção, porque desempenho, que é bom, ele não entregava. Entre 1983 e 1989, o hatch era movido por um motor 1.6 da família CHT, com parcos 83 cv de potência.

Essa mecânica fez com que o Escort XR3 sempre estivesse, literalmente, atrás dos demais carros esportivos nacionais da época. Todos os concorrentes, incluindo os Volkswagen Passat Pointer e Gol GT/GTS e o Chevrolet Monza S/R andavam muito à frente do hatch da Ford.

É verdade que, após a união da Ford com a Volkswagen, que originou a Auto Latina, o Escort ganhou um 1.8 S de origem alemã, com 99 cv declarados, que equilibrou a disputa com a concorrência. E a geração seguinte veio com um 2.0 injetado de 115. Mas o caso é que, ao menos no início de carreira, o XR3 estava longe de justificar as pretensões esportivas.

5. Toyota Corolla GR-S

toyota corolla gr s sport branco de frente em autodromo
Corolla GR-S apela até à Stock Car para se passar por esportivo

Ao longo dos anos, a Toyota sempre desenvolveu versões do Corolla com esportividade restrita apenas ao visual. É esse o caso das antigas configurações S e XRS, que compuseram as gamas das gerações passadas. Todavia, a marca japonesa nunca havia utilizado o nome da divisão esportiva Gazoo Racing nesses modelos. Pelo menos, não até agora…

Mais conhecida no exterior do que no Brasil, a Gazoo Racing prepara os carros Toyota utilizados em competições, e também desenvolve os modelos realmente esportivos da empresa, como o Yaris GR, um hot hatch de 260 cv. Mas, no Brasil, o nome dessa divisão foi utilizado no Corolla GR-S, que tem design invocado, mas mecânica exatamente igual à das versões convencionais.

Para piorar, a Toyota insinua, em peças publicitárias, que o Corolla GR-S veio das pistas de corrida da Stock Car. E isso não é verdade, já que os bólidos da categoria não compartilham componente algum com o modelo produzido em série. Boris Feldman já explicou essa questão em vídeo: assista!

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