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Crise dos microchips pode durar até 2023 e deixar carros inacabados

Crise dos microchips

A crise dos microchips pode demorar para acabar. Ao menos é o que pensam Stellantis e Intel. Segundo reportagem do site Automotive Business, os CEOs das duas companhias deram declarações na última semana sobre o assunto com previsões nada otimistas.

Crise dos microchips
|Foto: Divulgação/Stellantis

Crise dos microchips

De acordo com a reportagem, o CEO da Stellantis, Carlos Tavares, foi o primeiro a se declarar. Durante um evento da Automotive Press Association, realizado em Detroit, o executivo português afirmou que a crise dos semicondutores deve continuar em 2022.

Tavares acredita nessa sequência da crise por conta de suas expectativas sobre a produção adicional dos chips. Na opinião do CEO da Stellantis, esse volume extra não será suficiente, dificultando assim a distribuição dos microchips nos países do ocidente.

Por conta desse cenário, as marcas do grupo Stellantis (Jeep, Fiat, Dodge, Chrysler, Peugeot, Citroën, para citar algumas) têm optado por produzirem veículos com maiores margem de lucro. Essa se tornou uma pratica comum no mercado enquanto a produção não consegue ser normalizada.

Crise dos microchips
Resta saber se crise não vai afetar os novos produtos, como o Fiat Pulse, que estreia em breve |Foto: Divulgação/Stellantis

Intel reforça que crise deve seguir

Além de Carlos Tavares, o outro CEO que se posicionou sobre o tema foi o da Intel. Pat Gelsinger concedeu uma entrevista ao jornal The Wall Street Journal na última semana. E de acordo com o executivo, a situação seguirá até 2023.

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Na opinião do executivo da Intel, a maior dificuldade é a demora para estabilizar esses problemas na produção. Gelsinger crê que são necessários ao menos dois anos para que tudo volte ao normal. Portanto, as dificuldades devem seguir durante 2022 e só volte ao normal em 2023 mesmo.

Carros inacabados

O cenário da crise dos microchips tem causado problemas para praticamente todas as marcas. No Brasil, várias delas precisaram interromper suas produções. No entanto, a maior afetada tem sido a Chevrolet, já que faz meses que não consegue produzir novas unidades do Onix. E a expectativa é que a fabricação retorne apenas em meados de agosto.

Porém, a Ford dos Estados Unidos está com um plano ainda mais ousado. De acordo com o site Automotive News, a ideia da empresa é vender os carros inacabados e sem os semicondutores.

Caso isso aconteça, as peças faltantes seriam instaladas posteriormente. O objetivo da Ford é evitar a super lotação dos pátios das fábricas, bem como agilizar a entrega dos veículos para os consumidores. Mesmo que eles não estejam completos.

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Falta de peças tem feito a Ford pensar em atitudes polêmicas |Foto: Divulgação/Ford
Leo Alves

Leo AlvesJornalista formado na Universidade Metodista de São Paulo e participante do curso livre de Jornalismo Automotivo da Faculdade Cásper Líbero, sou apaixonado por carros desde que me conheço por gente. Já escrevi sobre tecnologia, turismo e futebol, mas o meu coração é impulsionado por motores e quatro rodas (embora goste muito de aviação também). Já estive na mesma sala que Lewis Hamilton, conversei com Rubens Barrichello e entrevistei Christian Fittipaldi.

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