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Para economista, combustível por delivery não reduz preço; entenda

combustível por delivery

Na última sexta-feira (05/11), a Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgou uma série de medias importantes relacionadas à comercialização de combustível no Brasil. Uma delas autorizou o serviço de combustível por delivery aqui no País. Ou seja, você pode abastecer o seu veículo sem sair de sua casa. No entanto, para o economista Paulo Dutra Constantin, o serviço não faz com que o preço caia.

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Foto: Pixabay.com

De acordo com economista, o serviço de combustível por delivery não irá trazer benefícios para a redução de preços; entenda

O coordenador do curso de Economia da Faap disse isso em entrevista ao canal de notícias CNN Brasil. De acordo com ele, a princípio, este novo serviço não irá trazer benefícios para a redução de preços por conta dos custos que podem envolver a operação de entrega de combustível em domicílio.

“É simplesmente um serviço que está sendo colocado e, provavelmente, o delivery vai ser mais caro, pois implica em custos maiores para a empresa. E ela vai repassar isso ao consumidor, não tem como.”, diz o economista. 

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Foto: Ale Sat/Unsplash.com

Ele explica que a mão de obra utilizada para entregar esta gasolina na casa das pessoas será diferente da que é usada para a entrega de gasolina nos postos. No caso, as empresas terão que utilizar caminhões menores e que possuam toda uma estrutura para a garantir tanto a qualidade do combustível ao consumidor quanto a segurança. Constantin ainda lembra que os serão os postos que irão fornecer a gasolina, por enquanto.

O serviço de combustível por delivery foi anunciado pela ANP na última semana. A agência diz que os donos postos terão que requisitar uma autorização específica à ela. Os mesmos precisarão estar em adimplência com o Programa de Monitoramento de Qualidade da ANP (PMQC). Neste primeiro momento, a oferta estará restrita a gasolina C (gasolina comum) e ao etanol hidratado.

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Além disso, a empresa diz que o delivery “deverá ser feito até os limites do município onde se encontra o revendedor varejista autorizado pela ANP.”.

Novas regras da ANP

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A autorização do serviço de combustível por delivery não foi a única mudança realizada pela ANP. De acordo com a resolução outra medida que visa ajudar os consumidores é a alteração da forma como o preço do combustível é mostrada no painel de preço. Agora, os postos terão os postos terão que mostrar os valores com apenas duas casas decimais.

Por exemplo: ao invés de colocar R$ 6,399, eles terão que colocar R$ 6,39. Tudo isso para facilitar o entendimento do comprador.

Outras três alterações nas regras relativas à venda de combustíveis foram anunciadas. Os TRRs (Transportador-Revendedor-Retalhista), por exemplo, foram autorizados a vender gasolina comum. Antes, elas poderiam comercializar apenas diesel e etanol hidratado – a comercialização deste último também foi autorizada pela diretoria da ANP recentemente.

Já a “tutela de fidelidade à bandeira” também foi alterada. A partir de agora, os revendedores varejistas terão que mostrar o CNPJ, a razão social ou o nome fantasia do distribuidor fornecedor. Sem falar que, segundo a ANP, eles também terão que enviar à agência as coordenadas georreferenciadas (GPS) no momento em que for pedida a autorização para o exercício da atividade à ANP.

Pedro Giordan

Pedro GiordanJornalista graduado pela Universidade Metodista de São Paulo em 2017. Redator do Garagem360 desde abril de 2021. Anteriormente, trabalhou em redação jornalística, assessoria de imprensa, blog sobre futebol e site especializado em esportes.

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