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“Parem de fazer Velozes e Furiosos” diz consultor dos primeiros filmes

O filme Velozes e Furiosos, de 2001, foi um dos marcos para a geração mais nova de fãs de carros. Os carros japoneses modificados na tela do cinema era uma mudança do que era visto em filmes e dava destaques para carros mais fáceis de ser comprados por jovens da época, como o Honda Civic e o Mitsubishi Eclipse.

E uma das pessoas responsáveis pelo elenco automotivo do filme foi Craig Lieberman, um entusiasta de carros modificados que serviu de consulto técnico para o filme e forneceu seu Toyota Supra e seu Nissan Maxima para a produção. O Nissan Skyline do segundo filme também era do consultor.

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Mas apesar de ter ajudado no começo da franquia, Lieberman não está feliz com o rumo que os filmes vem tomando e pede para que a Universal pare de faze sequencias de Velozes e Furiosos. O pedido foi feito em um vídeo de 25 minutos divulgado nesse sábado (17) em seu canal no YouTube, onde ele conta histórias sobre a produção dos filmes e dá dicas sobre carros.

Por que Velozes e Furiosos tem que acabar

Agora em julho foi lançado o décimo filme da franquia, nono filme se não contar com o spin-off Hobbs & Shaw. Apesar do lançamento não ser tão abrangente por causa das restrições causadas pela pandemia do Covid-19, o filme já arrecadou R$ 3,13 bilhões mundialmente nas bilheterias.

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Craig Lieberman com dois de seus carros que estrelaram em Velozes e Furiosos (Foto: acervo pessoal de Craig Lieberman)

Mas para os fãs dos três primeiros filmes e Craig Lieberman, esses filmes novos chamados Velozes e Furiosos não podem ser considerados parte do mesmo universo dos antigos. O primeiro filme era sobre um policial infiltrado no meio das corridas de rua para prender ladrões de aparelhos de DVD enquanto nos filmes recentes as tramas são de espionagem e tem até viagens para o espaço.

As antigas cenas de corrida de rua vem dando espaço para cenas de ação grandiosas e que desafiam as leis da física. Personagens que morrem em filmes anteriores voltam vivos nas sequencias e o personagem de Paul Walker continua considerado vivo apesar da morte do ator.

Sequencias de ações que beiram o ridículo

O consultor faz um paralelo de Velozes e Furiosos com os filmes de James Bond, que durante os anos 70 se tornaram uma paródia de si mesmos e só voltou aos trilhos em 2006 com Cassino Royale. Os protagonistas “indestrutíveis” fazem que as sequencias de ações não tenham impacto, já que todos sabem que os heróis vão sem arranhões.

Craig cita algumas regras básicas para a estrutura de filmes de ação: conflito, tristeza, medo, redenção, amor e perda. A volta de personagens que morreram em filmes anteriores e a certeza de que os protagonistas sairão inteiros de qualquer situação tiram do espectador o sentimento de que os riscos são reais.

Os filmes mudaram de gênero

Com o lançamento do quinto filme, Operação Rio de 2009, Velozes e Furiosos deixa de ser um filme sobre corridas de rua para virar um filme de ação genérico com alguns carros legais aqui e acolá. Geralmente Dodge ou Jeep devido a patrocínio desses fabricantes.

Esse filme marcou também a inclusão de Dwayne “The Rock” Johnson à franquia. O ator, apesar da aparência bruta, é bastante vaidoso e exige em seus contratos que seus personagens não se machuquem. E como ele foi escalado como vilão isso foi um problema.

Vin Diesel, o protagonista da série de filmes, também tem exigências similares. Com a adição de outro “careca bombado,” Jason Statham, que também exige contratualmente que seu personagem não apanhe, as cenas de luta passaram a parecer cenas de filmes de super-herói.

Claro, que Ethan Hunt, protagonista de Missão Impossível, também é o mocinho de seu filme e é esperado que saia vivo no final. Craig lembra que mesmo assim o personagem apanha e se fere durante os filmes, algo que nunca acontece com os personagens de Vin Diesel e Dwayne Johnson.

O problema do dinheiro

Craig Lieberman sugere que o décimo Velozes e Furiosos seja o último volte as origens e largue essas tramas de espionagem global. Como a série começou com corridas de rua, deveria terminar com corridas de rua. Ele também pede que expliquem o que aconteceu com o personagem de Paul Walker.

cena de velozes e furiosos vin diesel paul walker mitsubishi eclipse
Sugestão de fãs é que Velozes e Furiosos volte às origens com corridas de rua e trama mais simples (Foto: Universal Studios | Divulgação)

Mas os rumores da indústria cinematográfica mostram que o próximo filme não deverá ser o último, mais sequencias foram confirmadas. E apesar dos fãs antigos reclamarem do novo rumo dos filmes, a Universal está ganhando rios de dinheiro com esses exageros.

Um dos mercados onde os filmes faz mais sucesso é a China. O público chinês tem um gosto peculiar para filmes e gosta de exageros, nos filmes de ação recentes está sendo possível notar essa mudança para agradar a eles.

Velozes e Furiosos hoje tem seus nove filmes na sequencia principal, um spin-off, um desenho infantil na Netflix, um jogo de videogame e até uma atração de parque de diversão. Para a tristeza dos fãs, os filmes devem continuar e cada vez mais longe da origem.

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