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Resto de rico: cuidados ao comprar um carro importado usado

Sonhar com um modelo da Mercedes, BMW da Audi… Ou da Land Rover, Volvo, Jaguar… Muitas vezes esses desejos são realizados nos sites de veículos seminovos e usados. São carros de marcas premium rodados, que ficam mais acessíveis e que podem custar o mesmo (ou menos) que muito SUV compacto “pelado” e de marca generalista. O carro importado usado é chamado nas redes sociais de resto de rico.

A despeito do termo ruim – que é amplamente usado no mercado de usados -, muitas vezes são oportunidades de se ter um modelo de luxo, com ótima construção mecânica, bastante tecnologia embarcada e alto nível de sofisticação por menos de R$ 100 mil. Porém, todo esse grau de requinte cobra o seu preço também.

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Se você está pensando em comprar um seminovo, não deixe de conferir todo o seu histórico: passagem por leilão, indício de sinistro e restrições e impedimentos, entre outros itens. Para tanto, basta ter a placa do veículo e acessar a Olho no Carro (CLIQUE AQUI). Ganhe 15% de desconto com o cupom AUTOPAPO.

Se por um lado você tem um carro superior e mais barato que muito 0 km “normal”, você tem também uma série de obrigações de pós-venda que costumam ser bem mais salgadas. E se os cuidados com um carro valem para qualquer seminovo, para estes de marcas de luxo, então, se tornam imprescindíveis para evitar dores de cabeça.

Peças

Ter um resto de rico pode fazer você economizar para ter o carro, mas não significa que você vai economizar nas peças. Pelo contrário. Enquanto o seu carro importado usado desvaloriza normalmente, os componentes ficam mais raros e… mais caros. É a lei da selva automotiva.

E lembre-se que as peças de modelos de marcas premium já são naturalmente mais dispendiosas. Um jogo completo de amortecedor de um Audi A4, por exemplo, pode custar até R$ 15 mil. Mesmo itens banais podem te dar uma facada. Em marcas como Volvo, BMW ou Land Rover, pastilhas de freios podem chegar a R$ 2 mil, enquanto um jogo de velas pode sair por R$ 500.

Ainda as peças

Não bastasse o custo das peças, ainda tem a dificuldade. Carros importados usados com até cinco anos de uso nem sofrem deste mal, mas conforme aumenta a idade do resto de rico, maior a dificuldade em achar os componentes.

Partes da carroceria, então, podem virar novela. Em fóruns e grupos de discussões, proprietários de usados de marcas premium com mais de cinco anos de uso falam em prazos de seis meses de espera dados pelas concessionárias para itens como para-choques, para-lamas ou mesmo retrovisores.

A dica, para fugir tanto da demora na reposição das peças, como dos preços altos, pode estar na internet. Sites europeus e norte-americanos costumam ter boa oferta de diferentes veículos das mais diversas marcas premium. E quem é dono garante que, mesmo com as taxas de importação e com o dólar na estratosfera, ainda sai mais barato que solicitar via concessionária.

Outra opção – que demanda pesquisa e tempo – é fuçar os ferros-velhos. Muitos carros batidos podem ter partes da lataria ou componentes intactos a um custo bem mais vantajoso. Tem gente, inclusive, que compra peças em ferros-velhos para fazer estoque em casa.

Manutenção/revisões

A gente sempre ressalta que carro – seja 0 km, seminovo ou usado – tem de ter a manutenção em dia. Para automóveis restos de rico isso tem que ser quase uma religião. Em marcas premium, manutenção corretiva é algo impensável e que te fará gastar valores absurdos – ou ficar com o carro parado na garagem.

Aqui, também não tem jeito. Uma revisão de um carro importado usado como BMW, Mercedes, Audi, Land, Volvo obviamente será mais caro que a de um Onix, de um HB20 ou de um Argo. Mesmo assim, mantenha a manutenção preventiva, com intervalos a cada 10 mil km. De lei, ter atenção especial a itens como transmissão, suspensão, freios, correia/corrente, mangueiras e parte elétrica, além, é claro, da troca de óleo.

Só que a turma mais focada em manutenção automotiva sugere as substituições do lubrificante e do filtro, pelo menos, a cada 5 mil km para modelos com cinco ou mais anos de uso. A propósito, os fluidos do veículo devem ser checados regularmente, em especial os do câmbio e da assistência da direção.

Por falar nisso, não dá para colocar qualquer óleo no carro, pelo amor de Deus. Siga estritamente as especificações do lubrificante recomendadas pelo fabricante – nada de economizar nesse sentido.

Outro ponto que não dá para arriscar é em relação ao combustível. Os motores são importados e com alta dose de tecnologias. Apesar da “tropicalização”, sofrem com gasolina de baixa qualidade. Procure sempre abastecer com o produto aditivado ou premium em um posto de sua confiança.

De volta às revisões, o ideal é fazê-las na própria concessionária ou então em algum mecânico de confiança e bastante especializado. Fique atento que muitos destes carros premium podem ter equipamentos tecnológicos e avançados que demandam mão de obra qualificada. Não é qualquer oficina que saberá mexer em uma suspensão pneumática ou em um motor com desativação dos cilindros, por exemplo.

Uma boa é pesquisar bastante antes de comprar um seminovo ou usado premium. Ir em fóruns e grupos de discussão do carro para saber quais problemas mais comuns, quais custos de manutenção regulares e quais alternativas para obter as peças

Carro muito rodado e gambiarras

carro usado como isca

Obviamente que veículo com quilometragem alta não significa, obrigatoriamente, que é um mau negócio. Mas se o carro importado usado for muito rodado, é preciso ter atenção ao estado geral do automóvel e ao fazer o test-drive. Muita gente, por não aguentar o tranco do custo das peças e da manutenção, apela para as famosas gambiarras.

Aí, meu amigo, se uma gambiarra estoura na sua mão, prepare os lenços para chorar. Vamos a um exemplo: bomba de combustível queimada de um BMW ou Mercedes. Só a peça pode custar mais de R$ 1.200.

Sendo assim, olhos e ouvidos atentos. Verifique se, apesar da rodagem, lataria e cabine estão em bom estado de conservação. Levante o capô e dê aquela conferida no compartimento do motor, se não há sinais de vazamentos ou de reparos mal feitos, além de barulhos estranhos com o propulsor em funcionamento.

Seguro

Um item que muita gente esquece na animação de comprar um carro de luxo. Mas que significa despesa mais alta que o normal também. Só para comparação de custos – e não de desempenho ou mecânica do carro. Na simulação de uma cobertura para um BMW 320i 2014, a apólice mais barata (e única) ficou em R$ 7.280. A de um Chevrolet Cruze LTZ do mesmo ano, R$ 3.750*.

Existem companhias de seguro, inclusive, que não fazem planos de coberturas para determinados modelos de montadoras de luxo. Uma solução pode ser equipar o carro com rastreador e bloqueador.

*Perfil homem, 40 anos, casado e morador da zona oeste de São Paulo

Histórico

Atenção também ao histórico do carro importado usado, se todas as revisões foram feitas na rede autorizada dentro da garantia. Também observe se não há multas ou impostos em atraso, além de passado de sinistros. Leilões de carros de luxo são comuns, mas fique atento se o pregão foi de financeira ou da justiça – se for de seguradora, observe qual o tipo de sinistro ao qual ele foi submetido.

Muitas empresas especializadas, como a Olho no Carro, fazem uma varredura dos automóveis. É a chamada vistoria cautelar, que pode ser contratada para verificar toda a parte de documentação e o passado do carro, além de seu estado geral (mecânica e funilaria).

Desvalorização e liquidez

O fato de ser um modelo sofisticado não garante a venda fácil do automóvel, não. Carros de marcas premium costumam demorar bem mais a serem vendidos, já que, mesmo mais baratos que os 0 km, são modelos com muitos anos de uso e com todo esse custo a mais no pós-venda.

Ao mesmo tempo, a desvalorização de veículos premium também é mais acentuada, em média. Especialmente modelos que venderam pouco ou que já saíram de linha, ou mesmo que mudaram de geração.

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