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Stock Car: começa mais uma temporada de mentiras na pista

Para quem gosta de corridas, vale a pena conferir pela TV Band e no SportTV 2 a temporada de Stock Car, a mais disputada prova das pistas brasileiras com carros de sofisticada tecnologia tendo ao volante os melhores pilotos do país, entre eles Felipe Massa, Rubens Barrichello, Cacá Bueno, Ricardo Zonta e Nelson Piquet Jr. A temporada começa neste domingo (25) com corrida no autódromo de Goiânia, às 15h10.

A Stock Car é também detentora do troféu da maior mentira do nosso automobilismo ao tentar enganar o público com automóveis que parecem mas não são.

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Começo com Opala

A Stock Car foi criada em 1979 pela GM para destacar seus Opalas. Depois vieram outros carros, outros organizadores e a grande mentira: não eram mais os modelos de produção adaptados para a pista, mas verdadeiros carros de competição fantasiados com carrocerias que procuravam se passar por carros semelhantes aos encontrados nas concessionárias.

Volkswagen, Peugeot, Mitsubishi e Chevrolet afixavam na grade dianteira seu logotipo em automóveis com carroceria de plástico, chassis tubular, motor V8, câmbio, suspensão e freios preparados por sofisticadas empresas especializadas. Não tinham sequer um parafuso do carro original.

chevrolet opala stock car 1979 salao de sao paulo
Opala das primeiras temporadas de Stock Car (Foto: Felipe Boutros)

Deve-se o sucesso da Stock Car ao equilíbrio da disputa, pois os carros são idênticos e os pilotos disputam o pódio palmo a palmo.  A GM voltou em 2017 colocando na pista o Cruze que, dele, só mesmo a gravatinha Chevrolet na grade.

No ano passado, a categoria ganhou novo impulso com a decisão da Toyota em disputar as provas com o Corolla. Uma óbvia tentativa de apagar a imagem de “Vovôrolla” de seu sedã.

Desde então, o público que assiste as corridas é iludido com a ideia de uma emocionante disputa entre carros da Toyota e da Chevrolet que fica só no imaginário: tanto Cruze como Toyota são equipados com motores V8 de 5,7 litros e 550 cv.

Capricho na ilusão de ótica

Toyota fantasia Corolla de esportivo…
e carro de corrida de sedã

Para a temporada de 2021, a Toyota caprichou ainda mais na ilusão de ótica: passou a chamar os Corollas de pista com a mesma sigla GR-S de uma versão “esportivada” de seu sedã.

O GR vem de Gazoo Racing, seu departamento de competições no Japão. Mas, no caso do Corolla vendido ao público no Brasil, o GR-S nada oferece, em relação às outras versões, que algumas alterações na suspensão para deixá-lo mais “firme”.

Motor e caixa são exatamente os mesmos e a maior diferença está em sua decoração. O GR-S aplicado nos carros de pista vai deixar os espectadores ainda mais convencidos de encontrar na concessionária Toyota um modelo assemelhado ao de competições.

Em outros países, a Gazoo Racing não brinca em serviço e os Toyotas GR são verdadeiros foguetinhos. Como o Yaris GR vendido na Europa, por exemplo, com motor 1.6 turbo de três cilindros com 260 cv e que faz de zero a 100 km/h em apenas 5,1 segundos.

A rigor, a Stock Car poderia se tornar mais transparente sem apelar para o patrocínio de marcas: ela já conta com apoio de poderosas empresas do setor, como pneus, gasolina e componentes. Além de outras marcas farmacêuticas, de informática, lubrificantes, consórcios, etc.

Veja o vídeo no qual o Boris fala sobre o assunto:

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