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Veja 10 carros que saíram de linha… Mas ressuscitaram!

Quem gosta de carro fica chateado quando um modelo emblemático sai de linha. São muitas memórias e ligações, até emotivas, com determinados automóveis. Só que o fim de produção de um veículo nem sempre significa a morte eterna. São vários os exemplos de carros que ressuscitaram.

Nestes processos de reencarnação, tem de tudo. Hatches populares, sedãs famosos e até automóvel que voltou bastante mudado. Mas a mensagem que fica é que não importa se aquele seu modelo preferido foi “descontinuado”. Tenha fé que ele pode voltar um dia: basta ver a quantidade de carros que ressuscitaram.

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VW Fusca

O Fusca ‘original’…
… o New Beetle…
… e a última geração do modelo.

Um dos mais queridos e populares do mundo é também um dos carros que ressuscitaram. Idealizado por Ferdinand Porsche, o Fusca foi lançado em 1939 para ser um carro popular. E cumpriu bem o seu papel por décadas, até o último exemplar de sua primeira geração ser feito no México, em 2003.

Porém, o modelo voltou na forma de um carro moderno e retrô. No Salão de Detroit de 1994, o Concept One causou rebuliço e três anos mais tarde resultou no New Beetle, a releitura do Fusca, agora feito sobre a plataforma do Golf IV.

No Brasil, foi importado do México entre 2000 e 2010. Foi remodelado e voltou a ser vendido aqui em 2012 com o nome Fusca por orientação da matriz alemã, que permitiu que cada mercado adotasse, com o New Beetle, o nome original da primeira geração. Deixou de ser vendido em 2016 e, em 2019, a última unidade foi fabricada no Vietnã.

Curiosamente, o Fusca raiz também morreu e ressuscitou no Brasil. Foi produzido entre 1959 e 1986, mas retornou nos anos 1990 a pedido do então presidente da República Itamar Franco. Como agrado político, a Volks – ainda como Autolatina – refez o Fusca entre 1993 e 1996 com algumas modernidades, como catalisador e para-brisa laminado.

Chevrolet Camaro

O ressurgimento do Camaro se configurou em um grande sucesso. O pony car nasceu em 1966 como uma resposta da Chevrolet ao Ford Mustang. Sempre em configuração 2+2, tinha variantes cupê e conversível e motorzões de seis cilindros em linha ou vê-oitões.

Foi um sucesso estrondoso. Em seu primeiro ano de comercialização, o Camaro registrou mais de 100 mil unidades vendidas. O modelo – depois, também classificado por vezes como muscle car – teve mais três gerações, mas em 2002 a produção foi encerrada. Porém, não por definitivo.

No Salão de Detroit de 2006, um carro-conceito em forma de cupê 2+2 que bebia nas fontes dos muscle cars e pony cars dos anos 1960 causou frisson no estande da Chevrolet. Dele, nasceu a quinta e novíssima geração do Camaro, que foi lançada em 2010, com atraso – a estreia ocorreria em 2008, mas a crise financeira daquele ano adiou tudo.

O atraso só aumentou a expectativa. O novo Camaro foi um sucesso, novamente com opções conversível e cupê, e chegou ao Brasil no mesmo ano, com motor V8 de 406 cv. Foi protagonista do filme “Transformers” e aqui ainda virou hit popular nas paradas musicais – quem não lembra do “Camaro Amarelo”.

Quer rever o clipe do sucesso sertanejo? Então toma!

A sexta geração surgiu em 2016. A pegada retrô foi mantida, mas o cupê diminuiu de tamanho e adotou tecnologias e materiais que o deixaram 82 kg mais leve. O V8 com injeção direta gera 461 cv e o modelo ganhou sistema Active Select, que muda as calibragens da suspensão, direção e respostas do motor e câmbio.

Infelizmente, o Camaro deve morrer de novo. O site Automotive News afirma que o pony/muscle car chegará ao fim em 2024 e não terá uma sétima geração. Em seu lugar, adivinhem? Um sedã acupezado elétrico para brigar com o Tesla Model S.

Volkswagen Santana

Santana fabricado no Brasil
e a sua variante chinesa que herdou apenas o nome

No caso do Volkswagen, ele voltou onde não existiu. Vamos explicar. O Santana que conhecemos aqui foi lançado em 1984. Usava a plataforma do Audi 80 e era a versão brasileira para o Passat alemão de segunda geração – lembrando que o Passat velho de guerra continuava à venda no nosso mercado nessa época.

O sedã médio foi referência de requinte na gama brasileira da Volks por anos e se tornou um sucesso. Concorria diretamente com Ford Del Rey e Chevrolet Monza e passou por uma remodelação profunda em 1991, quando ganhou linhas levemente mais angulosas.

Com o passar do tempo, seu custo/benefício ficou atraente e se tornou carro desejado na praça. Nos anos 2000, três em cada cinco táxis do Rio de Janeiro, por exemplo, eram Santana. Porém, deixou de ser produzido em 2006 por aqui – e a Volks deixou o segmento de sedãs de mãos beijadas para a GM e as marcas japonesas.

Em 2012, um novo sedã da Shangai-Volkswagen, joint-venture com sede na China, ganhou o nome Santana. Só que, no mercado chinês, trata-se de um modelo de entrada, com configurações minivan e até uma versão com visual aventureiro. Vale lembrar que os nossos Santanas ainda viveram no país asiático até 2017, contudo conhecidos como 2000 e 3000.

Fiat 500

O Topolino
O 500 do pós-guerra
Em 2007, o modelo ressurgiu
Agora, o 500 é vendido apenas na versão elétrica no Brasil

Outro carro que reencarnou na onda retrô das últimas décadas. A história aqui também remete ao período pré e pós-Segunda Grande Guerra. O primeiro Cinquecento tinha o sobrenome Topolino e foi lançado em 1936 como carro acessível para a classe  trabalhadora italiana – parece a história do Fusca, mesmo.

Passado o conflito, a Fiat lançou uma segunda geração do seu pequenino carro com a mesma pegada de ser um modelo pequeno e barato. Era o Nuova 500, que foi a fase mais icônica e popular do carrinho, com mais de 4 milhões de unidades fabricadas até 1975, quando deixou de ser produzido.

Mais de três décadas depois, a Fiat teve a brilhante ideia de reviver o modelo em uma base mais moderna, porém com dimensões de subcompacto e roupa inspirada no passado. O Cinquecento do novo milênio começou a ser produzido na Polônia em 2007 e virou referência de carro descolado.

Chegou ao Brasil naquele mesmo ano e quatro anos depois passou a ser importado do México. Por aqui, também foi comercializado o 500C, com teto com abertura da coluna A à coluna C. No restante do mundo, ainda deu origem a variantes curiosas, como o 500L (mais comprido) e 500X (crossover cotado várias vezes para o Brasil, mas que nunca veio).

Depois de um tempo com importação suspensa para o Brasil, o Cinquecento mudou lá fora e ganhou até versão elétrica. E foi justamente este 500e a opção única apresentada em agosto passado que marcou o retorno do subcompacto da Fiat ao nosso mercado.

Volkswagen Voyage

O Voyage foi o segundo modelo da família BX da Volks, projeto brasileiro iniciado pelo Gol. O sedã foi lançado em 1981 – um ano depois do hatch – para ser uma alternativa mais “rebuscada” da gama compacta da marca alemã. Logo se tornou um carro com boas vendas e um forte oponente para o Chevrolet Chevette.

O Voyage ganhou opções quatro portas, motores 1.6 e 1.8 AP e acompanhou as reestilizações do Gol na década de 1980. Chegou a ser exportado para os EUA, sob a alcunha de Fox, porém, com váriasl modificações em relação ao carro que era vendido aqui.

Teve ainda um face-lift em 1991 e versão Sport, em 1993. Mas com a chegada da segunda geração do Gol – conhecida como Bolinha -, a Volks optou por não produzir mais o sedã. Apesar das mais de 850 mil unidades fabricadas em quase 15 anos, o Voyage teve a produção encerrada em 1995.

A Volks achou que o Polo Classic, importado da Argentina a partir de 1996, ocuparia naturalmente o lugar deixado pelo Voyage. Se enganou feio. O sedã deixou de ser vendido quatro anos depois para dar lugar à variante três-volumes do Polo que passou a ser fabricada no Brasil em 2001.

Mesmo assim, o Polo Sedan estava em outra categoria. Usava plataforma moderna e acabava brigando entre os chamados compactos premium. Enquanto isso, entre os sedãs de entrada, General Motors e Fiat riam à vontade. Cada uma chegou a ter três opções de sedãs compactos para vender na base do mercado brasileiro.

A Volks despertou da letargia em 2008. Com a terceira geração do Gol, aproveitou para ressuscitar o Voyage em uma linha agora baseada na do Fox – que vem a ser a arquitetura simplificada do primeiro… Polo brasileiro!

A história se repetiu e o Voyage passou a acompanhar as atualizações do Gol. O problema é que o modelo da VW ficou defasado rápido, especialmente após a chegada de rivais mais modernos e espaçosos, como Chevrolet Onix Plus e Hyundai HB20S. Até ganhou câmbio automático em 2018, mas seu fim está próximo – e, desta vez, sem volta.

Ford Bronco

Esse aí acaba de voltar das cinzas e com direito à opção “Nutella”. No ano passado, a Ford reviveu um dos seus jipões mais emblemáticos, que estava sumido havia quase 25 anos, e com direito a uma variante mais sport do que utility: o Bronco Sport – lançado no Brasil no primeiro semestre deste ano.

Bem, vamos às origens do modelo. A primeira geração do Bronco é a mais emblemática e a que a gente costuma babar quando aparece em filmes e séries de televisão. Foi lançada em 1966 como proposta de veículo utilitário e familiar, sobrenome “Wagon” e aprovação final do projeto chancelada por um cara chamado Lee Iacocca.

Esse primeiro Bronco foi produzido até 1977, quando surgiu uma nova geração com jeitão mais de picape com caçamba fechada – na real, era uma F-100 para cinco passageiros. As gerações seguintes seguiram a mesma lógica, usando como bases a Ranger e a F-150. Em 1996, o modelo saiu de linha.

Dentro da nova estratégia global de focar em SUVs, picapes e eletrificados, a Ford não perdeu tempo e resolveu recriar seu icônico utilitário. E em duas variantes bem distintas. Em 2020, a marca lançou a sexta geração do Bronco, com  4,82 metros de comprimento e 2,95 m de entre-eixos.

Feito sobre longarinas, deixa claro sua vocação jipeira tradicional. A suspensão traz um eixo rígido da Dana e o modelo é equipado com bloqueios dos diferenciais central e traseiro. Os motores são da família EcoBoost: 2.3 de 270 cv e V6 2.7 de 310 cv, com câmbio manual ou automático.

Antenada aos tempos de SUVs urbanos, a Ford também criou um Bronco Sport. Menor que o Broncão e com estrutura monobloco fruto da plataforma C2 (a do último Focus), o modelo tem pegada mais para o conforto no asfalto. Foi lançado no Brasil com o motor 2.0 Ecoboost.

Jeep Grand Wagoneer

Outro carro que a gente não cansa de ver em filmes e séries estadunidenses – é o carro do Skyler White em “Breaking Bad” e da família Pearson em “This is Us”, só para citar duas produções. O Wagoneer é praticamente um símbolo da classe média norte-americana dos anos 1970 e 1980.

O primeiro Wagoneer é um genuíno crossover, com aparência de station wagon, espaço interno para toda a família, tração 4×4 e porte de utilitário. Foi lançado em 1973 pela American Motors, que produziu o carro até a década de 1980, quando a empresa foi absorvida pelo Grupo Chrysler.

Foi pelas mãos da Chrysler que surgiu o Jeep Grand Wagoneer, em 1984, aí já assumindo a faceta mais sport utility – é esta geração que se torna célebre nas produções televisivas e cinematográficas citadas. Foi fabricado até 1991 com o motor 5.9 V8 ainda originário da American Motors.

O Grand Wagoneer voltou em setembro de 2020 na forma de um SUV-conceito mais premium. Imponente e robusto, tem várias referências no design aos veículos originais, todavia promete ser um modelo mais sofisticado no que diz respeito a equipamentos e acabamento. A versão de produção é aguardada para entre 2022 e 2023.

Chevrolet Monza

O Monza foi outro modelo…
… que ressucitou na China

O sedã (inicialmente hatch) que foi o carro mais vendido do Brasil por três anos consecutivos não era baseado no homônimo norte-americano. Nosso Monza foi inspirado no Opel Ascona – a marca europeia fez parte da General Motors até 2017 – e foi outro caso de sucesso no mercado brasileiro.

Lançado em 1983, ostentava seus motores 1.8 ou 2.0 com as inscrições na tampa do porta-malas. Teve carroceria duas e quatro portas e foi referência de carro mais sofisticado graças às suas versões Classic, que traziam ar-condicionado, direção hidráulica e trio elétrico de série, isso nos anos 1980.

Antes do fim de vida, em 1996, teve uma penca de séries limitadas (inclusive EF500, em referência a Emerson Fittipaldi, e Barcelona, em alusão às Olimpíadas de 1992) e uma remodelação que lhe rendeu o apelido de Tubarão.

Em 2013, a Opel usou o nome Monza em um carro-conceito mostrado no Salão de Frankfurt. Mas foi a Chevrolet, em 2018 – depois de vender seu braço europeu ao PSA Groupe -, quem ressuscitou o Monza mais de acordo com as origens brasileiras: um sedã médio vendido apenas na China.

Conheça um Monza impecável:

Fiat Tipo

Tipo fez sucesso no Brasil na década de 90
Na Europa, o Tipo lembra o nosso Argo

Mais um Fiat entre os carros que ressuscitaram, desta vez um modelo que viveu extremos no Brasil. Primeiro médio importado pela marca italiana no país, se tornou um sucesso de vendas logo após o lançamento por aqui, em 1993. Espaçoso e bem acertado dinamicamente, chegou a desbancar o VW Gol do posto de carro mais vendido do país no início de 1995.

Naquele mesmo ano, a Fiat começou a produzir o Tipo em Betim (MG), embalado pelo sucesso do carro e também pelo término da produção do carro na Europa, já que a linha de médios seria substituída pela dupla Bravo/Brava. Coincidência ou não, tudo começou a desandar para o hatch.

Diversos casos de incêndios em unidades do Tipo começaram a surgir. Tempos depois descobriu-se que os incidentes eram ocasionados por vazamentos na mangueira do fluido da direção hidráulica, que caía sobre o coletor de escape. A Fiat fez dois recalls mas o estrago já estava feito e o modelo ficou com a reputação abalada, tendo sua produção encerrada em 1997.

A imagem na Europa, contudo, continuou inabalada para o hatch. Tanto que ele voltou na mesma forma de hatch médio no Velho Continente em 2015, como substituto do Bravo. Em 2020, inclusive, passou por uma remodelação de meia-vida que o deixou com a cara do Argo brasileiro.

Ford Escort

Ford Escort XR3 1983
Ford Escort 2021 feito na China

Mais um exemplo de carros que ressuscitaram na China. Pois é, o Escort voltou no mercado asiático como um sedã de entrada, pouco diferente de sua história brasileira. Aqui, foi lançado em 1983 e visto por anos como sinônimo de carro com apelo jovem.

O modelo foi apresentado no nosso mercado em 1983 e logo chamou a atenção pelas linhas modernas. Além disso, era o primeiro projeto global feito pela Ford brasileira. Teve como garoto-propaganda Ayrton Senna, então campeão da Fórmula Ford Europa, e a variante XR3 foi o sonho de consumo da playboyzada da época – e de muito marmanjo também.

O Escort ainda viveu uma segunda geração a partir de 1996, importado da Argentina, com design arredondado e a elogiável linha de motores Zetec. Foi vendido em versões hatch, sedã e station wagon, além de uma esportiva RS de duas portas. Mas, deixou de ser produzido em 2003 após a chegada do Focus.

Curiosamente, o novo Escort foi lançado em 2014 na China como um carro barato e adivinhem qual plataforma o carro usa por lá? A C2, que servia ao Focus…

Bônus: Jeep Gladiator

A picape derivada do Wrangler que será lançada no Brasil até o fim do ano não é nenhuma novidade, nem no nome, nem na carroceria. A primeira Gladiator foi mostrada em 1962 e era um veículo comercial derivado do Wagoneer. Tinha opções de tração traseira e 4×4, diferencial Dana e variantes com caçamba fechada.

Esta Gladiator foi feita até 1971 e o nome seria resgatado em 2005 na forma de uma picape-conceito mostrada no Salão de Chicago. O modelo deixava claro o projeto, já que era derivado do Wrangler. Mas foi só em 2019, no Salão de Los Angeles, que a Gladiator renasceu dos mortos em cima da nova geração do jipão.

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