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Veja 5 marcas de carros que tinham má fama, mas deram a volta por cima

Conseguir reverter uma imagem ruim no mercado é uma tarefa árdua para qualquer empresa. Para marcas que produzem bens de maior valor agregado, como carros, o desafio é ainda maior. Porém, o caso é que algumas delas conseguem alcançar esse objetivo.

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O listão de hoje é exatamente sobre essas marcas, que já ofereceram carros rejeitados, mas paulatinamente conseguiram conquistar o próprio espaço no mercado brasileiro. Confira quais são elas!

1. Fiat

logotipo fiat na grade dianteira de picape strada
Fiat permaneceu na lanterna do mercado brasileiro por mais de uma década

Quem é mais velho deve se lembrar da rejeição que os primeiros carros da Fiat sofreram no Brasil. A fabricante, que começou a operar no país em 1976, passou mais de uma década na lanterna do mercado nacional, muito atrás de Volkswagen, Chevrolet e Ford: vale lembrar que, na época, apenas essas quatro gigantes, além de algumas empresas locais, disputavam os consumidores.

Entre os motivos para a rejeição, estavam, além da falta de tradição diante das marcas concorrentes, queixas de mecânicos quanto à manutenção dos carros e problemas com o sistema de câmbio, em especial da gama 147. Mas o jogo começou a virar em 1990, com a criação de uma faixa de IPI reduzida para veículos com motores até 1.0, os ditos populares.

A Fiat foi a primeira a explorar esse filão com o Uno Mille. Na virada do século, a fabricante de origem italiana assumiu pela primeira vez a liderança do mercado nacional, feito que repetiria várias outras vezes. Atualmente, a multinacional ocupa novamente o posto mais alto do ranking.

2. Hyundai

dianteira grade carro logo hyundai
Há cerca de 20 anos, Hyundai chegou a ficar sem representação no Brasil

A Hyundai era uma ilustre desconhecida no Brasil até meados dos anos de 1990, quando o mercado foi aberto às importações. Então, a empresa chegou ao país por meio de um representante: a gama incluía modelos como os sedãs Excel e Elantra, além das vans H100. Mas deu tudo errado, começando pela rede assistencial, que era precária e ineficiente.

Para piorar, os carros da Hyundai, assim como de outras marcas sul-coreanas, ainda careciam de evolução. A indústria automobilística do país era incipiente e dependente de know-how japonês. No fim daquela década, após uma súbita alta do dólar, a empresa ficou sem representação no país, deixando os proprietários sem qualquer tipo de assistência.

Ninguém queria os carros da Hyundai, literalmente! Mas situação começou a mudar na década seguinte, quando o Grupo Caoa tornou-se importador da empresa. As primeiras gerações de Tucson e i30 fizeram tanto sucesso que o representante instalou uma linha de montagem própria em Anápolis (GO). A multinacional acabou assumindo diretamente parte das operações e, desde 2011, tem fábrica própria em Piracicaba (SP).

3. Kia

kia logo
Marcas coreanas, incluindo a Kia, já tiveram imagem negativa no Brasil

A história da Kia no Brasil é bem parecida com a da Hyundai: ela também chegou durante a abertura às importações, nos anos de 1990. A van Besta foi o produto mais icônico daquele período, mas outros modelos, como os sedãs Sephia e Clarus, também chegaram ao país.

Tal qual a conterrânea Hyundai, a Kia sofreu com instabilidades cambiais e problemas de assistência nos primeiros anos de mercado. Também pesou a falta de maturidade dos produtos. Na década seguinte, entretanto, pelas mãos do Grupo Gandini, a empresa conseguiu conquistar espaço no mercado graças ao Soul e às antigas gerações de Cerato e Sportage.

É verdade que nos últimos anos a marca voltou a perder espaço, devido, principalmente, à desvalorização do Real frente ao Dólar. Ademais, o fato de a Kia não ter fábrica no Brasil é um grande obstáculo para adentrar nos segmentos de entrada, que concentram os maiores volumes de vendas. Mas o caso é que ninguém diz que os carros da Kia estão em um patamar inferior ao das marcas japonesas, como ocorria no passado.

4. Caoa-Chery

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Sob a chancela da Caoa, Chery mudou estratégia comercial

As marcas chinesas começaram a chegar ao Brasil há pouco mais de uma década, majoritariamente com carros de entrada. Muita gente achou que elas logo dominariam o mercado, mas não foi isso que ocorreu: a maioria ainda tem baixos números de vendas e má-fama, com exceção da Caoa-Chery.

Inicialmente, a marca caminhou com as próprias pernas – era apenas Chery – e foi a única de origem chinesa a construir uma fábrica no país, mais precisamente em Jacareí (SP), inaugurada em 2014. Mas o caso é que nem por isso as vendas decolaram, pelo contrário: produtos como Celer e QQ nunca emplacaram.

A crise econômica daquele ano foi o golpe de misericórdia nas operações nacionais. A luz do fim do túnel veio com o Grupo Caoa, que assumiu as operações em 2017. Desde então, a empresa mudou a estratégia de mercado e, em vez de apostar em modelos de entrada, tem investido em SUVs e sedãs de maior valor agregado. Parece estar funcionando: a Caoa-Chery terminou 2020 na 11ª posição entre as marcas mais vendidas do país.

5. Renault

renault logo
Renault conseguiu atingir participação bem maior que a das conterrâneas Peugeot e Citroën no mercado

Tudo bem, a Renault ainda enfrenta resistência de parte dos consumidores, que desconfiam dos carros franceses, apesar de a gama nacional da marca ser composta por produtos de origem romena, da subsidiária Dacia. Mas o caso é que a empresa construiu uma participação sólida no mercado, coisa que as conterrâneas Peugeot e Citroën ainda não conseguiram.

No início, as operações da Renault no Brasil foram turbulentas. A empresa é mais uma que chegou nos anos de 1990, durante a abertura às importações, pelas mãos de um representante. Mas essa situação durou pouco: a multinacional logo assumiu os negócios locais e, já em 1998, inaugurou uma fábrica própria em São José dos Pinhais (PR).

Ainda assim, as vendas não embalaram. Os primeiros produtos nacionais, o compacto Clio e o monovolume Scénic, não caíram no gosto do consumidor local. Foi só cerca de uma década depois, com o lançamento de produtos como Logan, Sandero e Duster, que a Renault conseguiu crescer no mercado. A marca já chegou a ser a quarta maior empresa do setor no Brasil, mas terminou o ano passado na sétima posição.

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