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Carros japoneses problemáticos existem, sim: conheça 5 deles!

Carros japoneses são conhecidos pela confiabilidade. O Toyota Corolla e o Honda Fit são exemplos disso: não possuem fama de  problemáticos e, caso o dono não apronte, são simples de manter. Isso se reflete na fidelização do público e na baixa desvalorização desses carros no mercado de usados.

Mas para toda regra existem exceções e até os japoneses fodem falhar. O AutoPapo listou aqui algumas vezes que os japoneses não foram tão perfeccionistas em seus projetos e acabaram se dando mal. Isso de deve não apenas a carros problemáticos, como também por decisões mal acertadas.

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1. O recall de airbags da Takata

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A Honda ainda realiza recall de carros com até 20 anos por causa da Takata (Foto: Shutterstock)

A Takata Corporation era um dos maiores fornecedores de componentes do mercado automotivo mundial. Ela foi fundada em 1933 e fornecia airbags desde 1988. A partir de 2004, começaram a pipocar alguns casos de acidentes nos quais o motorista ou os passageiros sofreram ferimentos causados por estilhaços projetados pelos airbags.

Apenas em 2014 a Takata foi associada a esses casos, pois todos os carros envolvidos nos acidentes usavam os airbags dessa empresa. Os recalls de carros equipados com airbags Takata começaram nos EUA, mas rapidamente tomaram proporções globais.

Foram mais de 100 milhões de carros envolvidos no mundo todo. Esse escândalo desencadeou na descoberta de outras atividades suspeitas da Takata, como a falsificação dos testes de cintos de segurança. Em 2017 a empresa declarou falência. Fizemos uma matéria que explica em detalhes o escândalo da Takata.

2. Acelerador da Toyota

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O Toyota Corolla brasileiro também foi afetado pelo recall do acelerador (Foto: Toyota | Divulgação)

De todos os fabricantes japoneses, a Toyota é a que goza da maior fama de robustez. Sua picape Hilux e o SUV Land Cruiser já foram até usados em guerras por serem resistentes, e o Corolla é o carro mais vendido do mundo, pois se dar bem em todo o planeta.

A maior mancha nesse reputação da Toyota foi a causada pela aceleração espontânea de seus carros, detectada em 2007. No começo o culpado foi o tapete, que podia se soltar da presilha e travar o acelerador. Mas após alguns carros sem os tapetes se acidentarem, passaram a investigar o pedal do acelerador.

Foi descoberto que o pedal dos carros da Toyota podia ficar “grudento” e travar em uma posição. Para piorar, o acionamento do freio não cortava a aceleração, e os motoristas não conseguiam parar o carro nessa situação desesperadora.

Um recall gigante foi feito em todo continente americano, no Oriente Médio e na África para trocar o pedal do acelerador dos carros. Também foi adicionada uma programação que corta a aceleração do carro caso o freio seja acionado.

3. Cambio CVT da Mitsubishi

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A falta de um radiador no câmbio deu muitos problemas aos donos de ASX e Lancer (Foto: Mitsubishi | Divulgação)

A Mitsubishi é um ponto fora da curva entre as marcas japonesas. Por muito tempo ela foi a marca que mais ousava, mas também sempre foi a marca japonesa com os carros mais problemáticos. Até hoje os carros da Mitsubishi são vistos com desconfiança no Japão, ficando sempre atrás de Honda, Toyota e Nissan.

Poderíamos citar aqui os problemas no virabrequim do motor 4G63 do Eclipse de segunda geração, os diversos problemas elétricos do 3000 GT, o motor diesel que superaquece de L200 e Pajero Sport ou o cambio de dupla embreagem problemático do Lancer Ralliart. Mas vamos focar em carros mais próximos da realidade do brasileiro: o Lancer e o ASX.

O câmbio CVT desses carros não foi preparado para o clima quente do Brasil e veio sem um radiador de óleo. Isso gerou problemas para os donos, como ruídos e falhas. A solução foi simples: adicionar o radiador que existia em outros mercados.

4. Chevrolet Tracker a diesel

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O Tracker com motor diesel é identificado pelo scoop no capô e pela dificuldade em ganhar velocidade (Foto: Chevrolet | Divulgação)

O primeiro Chevrolet Tracker nada mais é que um Suzuki Grand Vitara com a gravata da Chevrolet. E o jipinho tem toda a confiabilidade e robustez da Suzuki, contanto que seja uma unidade com o motor a gasolina.

Um motor diesel seria uma boa pedida em um carro com proposta fora de estrada, mas a Suzuki não foi feliz na escolha do motor. Graças a uma parceria com a Mazda, a Suzuki pôde usar um 2.0 turbodiesel da marca, que produzia apenas 87 cv. O desempenho rivalizava com o da Kombi, precisando de 21,7 segundos para acelerar de zero a 100 km/h.

Motores diesel nunca foram focados em desempenho, mas esse era subdimensionado para o carro. A situação da versão diesel do Tracker só melhorou em 2003, quando o motor Mazda foi trocado por um da Peugeot de 108 cv 25,5 kgfm. O desempenho melhorou bastante e o carro ficou mais seguro para trafegar em rodovias.

A confiabilidade não foi perdida com esse motor francês. Os motores a diesel da PSA têm boa fama na Europa, pela eficiência e também pela confiabilidade. Essas unidades do Tracker com o motor francês são até mais valorizadas no mercado de usados.

5. Mazda Parkway Rotary

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A Mazda queria tanto que o motor rotativo desse certo que colocou em um ônibus: combinação pior não há (Foto: Mazda | Divulgação)

Ônibus são veículos grandes e pesados, que necessitam de um motor com bastante torque em baixas rotações. Hoje, usam apenas motores a diesel, mas antigamente também era comum vê-los com grandes motores a gasolina. Mas nos anos 70 a Mazda estava investindo pesado nos motores rotativos, também chamados de Wankel, e fez um ônibus com esse tipo de motor.

O motor 13B da Mazda é um Wankel com dois rotores, com deslocamento equivalente a um motor 1.3. Ele foi bastante usado em carros de passeio leves e em esportivos, nos quais atendia bem. Esse tipo de motor funciona com suavidade e gosta de girar em altas rotações, mas não produz muito torque em baixa.

Essa combinação tinha tudo para dar errado no ônibus Parkway. E deu. O ônibus de 2.835 kg e com capacidade para 26 passageiros só era capaz de atingir 120 km/h quando vazio. Na prática, o desempenho era triste.

O experimento durou apenas três anos: em 1977 a Mazda instalou um motor diesel convencional no Parkway. Nas mesma época, fizeram uma picape pequena e um sedã de luxo com esse mesmo motor. A picape foi a mais bem sucedida; já o sedã era um Holden australiano feito para motores seis cilindros ou V8, outro caso de veículo pesado demais para o pequeno 13B.

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