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Conheça 10 fatos sobre o Fiat Pulse (prós e contras)

O lançamento que mais massacrou a paciência dos clientes e da mídia nos últimos tempos enfim estreou. Depois de aparecer no BBB 21, de ter inúmeros teasers e até coletiva da Fiat para tentar convencer que o carro usa uma nova plataforma, o Pulse dá as caras com custo/benefício impactante, novo conjunto mecânico e desenho bastante simpático.

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Com preços a partir de R$ 80 mil, o inédito crossover compacto da marca italiana quer ter um lugar ao sol no segmento que mais cresce no mercado.

Para tal, se vale de uma gama de versões que vai tentar brigar desde a base da categoria (Caoa Chery Tiggo 2 e Honda WR-V) até o topo (VW T-Cross e Honda HR-V), passando pela “meiuca”: Hyundai Creta, Nissan Kicks, Citroën C4 Cactus, Chevrolet Tracker, Jeep Renegade, Caoa Chery Tiggo 3x e VW Nivus, o alvo predileto do Fiat Pulse.

10 fatos sobre o Fiat Pulse

Só que não basta ter um rostinho bonito e preço competitivo para peitar essa turma. Por isso, vamos destacar 10 fatos sobre o Fiat Pulse. Confira em que ele acerta e no que ele peca para brigar nesse segmento de SUVs compactos.

Já dirigimos o Fiat Pulse: assista ao vídeo!

1. Preços competitivos

O estreante tem preços entre R$ 79.990 e R$ 115.990. Desta forma, atua de forma ampla dentro do segmento. A opção de entrada do Fiat Pulse, a Drive 1.3, é mais barata que o Caoa Chery Tiggo 2 Look (R$ 83.590) e a configuração logo acima, a Drive automática, que custa R$ R$ 89.990, sai mais em conta que o Honda WR-V LX (R$ 92.300).

Mesmo a versão inicial com o novo motor turbo é competitiva – independentemente de juízo de valor e de comparação de tamanho e espaço. O Fiat Pulse Drive Turbo tem preço de R$ 98.990. O VW Nivus e o Chevrolet Tracker, só para citar dois outros SUVs compactos com motor turbinado, partem de valores acima dos R$ 105 mil.

2. Desempenho do motor turbo

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Motor 1.0 turbo desenvolve até 130 cv de potência

O Fiat Pulse é o responsável por lançar o motor 1.0 três-cilindros turbinado dentro do portfólio da marca italiana. O novo propulsor da linha GSE tem turbocompressor BorgWarner, injeção direta, 130 cv de potência com etanol e 125 cv com gasolina, além de torque máximo de 20,4 kgfm entre 1.750 rpm e 3.500 rpm.

Segundo o fabricante, com álcool, o 0 a 100 km/h é cumprido em 9,4 segundos. As retomadas registram 4,2 segundos (40-80 km/h) e 5,2 segundos (60-100 km/h). Já o consumo com gasolina, pelos critérios do Inmetro, fica em 12,0 km/l na cidade e em 14,6 km/l, na estrada.

No primeiro contato do AutoPapo com o Pulse turbo, o SUV agradou nas arrancadas de uma forma geral. Além disso, o turbo enche rápido e não há aquele lag típico dos turbinados. A engenharia também fez uma programação diferente do acelerador eletrônico do jipinho, sem abrir muito as borboletas quando se chega apenas à metade do pedal – o que minimiza os trancos comuns em muitos Fiat.

3. Comportamento do CVT

Coube ao Fiat Pulse também estrear o câmbio automático do tipo continuamente variável na linha. Com sete marchas simuladas, a caixa CVT (que se propagará por outros modelos da marca, a começar pela Strada) oferece as tradicionais mudanças sequenciais, tanto na alavanca como nas borboletas do volante.

Na primeira avaliação de lançamento do Pulse, a transmissão se mostrou bem entrosada com o 1.0 turbo. O motor não fica segurando os giros como se não houvesse amanhã como ocorre com CVTs mais “raiz”, porém há um delay do câmbio nas respostas às investidas no pedal do acelerador.

O CVT do Pulse também tem aquele tradicional modo Sport. De acordo com a Fiat, além de alterar as respostas do motor e trabalhar em giros mais altos, a opção atua na assistência elétrica da direção, no controle de estabilidade e nas respostas da transmissão.

4. Espaço acanhado

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Fiat Pulse acomoda os ocupante da frente com conforto, mas atrás o espaço é limitado

Feito sobre a base do Argo, a Fiat até alterou a geometria da suspensão por eixo de torção na traseira para ganhar espaço no porta-malas e no banco traseiro. Verdade que, com isso, houve um aumento de 1,1 cm no entre-eixos – 2,53 m no total – em relação ao hatch compacto.

Não espere por nada muito mais espaço que no Argo. O Pulse leva bem dois adultos e uma criança no banco traseiro, sem muitas folgas para cabeça e joelhos. O encosto, por sinal, é bem ereto, e o assento é bastante curto, o que tende a cansar os ocupantes em viagens mais longas.

5. Porta-malas mais ou menos

Já o porta-malas do crossover, nos números, promete mais capacidade que no hatch, só que é preciso chamar o VAR. Os 370 litros seguem aquele padrão de como se alguém enchesse o bagageiro com água, enquanto a maioria dos fabricantes divulga o critério VDA, no qual blocos retangulares com 1 litro de volume são colocados no porta-malas até não caber mais nenhum.

Em outras palavras, a capacidade do porta-malas pode ser um pouco menor. Para complicar, o vão de abertura da tampa traseira não é tão amplo, o que também dificulta a colocação de bagagens.

6. Equipamentos legais do Fiat Pulse

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Central multimídia tem tela de 8,4 polegadas

O Fiat Pulse desde a versão de entrada tem alguns itens bacanas. O ar-condicionado, por exemplo, é sempre automático. A central multimídia com tela de 8,4″ permite conexão com Apple CarPlay e Android Auto sem fio. Além disso, rodas de liga leve e faróis de LED também são de série, e os vidros elétricos oferecem função um toque e antiesmagamento em todas as portas.

Há os vacilos também. São quatro airbags, e as bolsas dianteiras laterais prometem proteção para cabeça e tórax dos ocupantes. Contudo, não há airbags do tipo cortina no banco traseiro.

7. Dá para fazer uma graça no sítio

Ele está longe de ser um Renegade a diesel, mas as dimensões do Fiat Pulse ajudam o crossover a encarar trechos de terra inocentes. O SUV tem 22,4 cm de vão livre do solo, maior que do próprio Jeep, e do que de modelos como Nivus, Creta, Kicks e HR-V.

Já o ângulo de entrada é de 20,4º, enquanto o de saída é de 31,4º. O carro ainda dispõe do TC+, uma espécie de Locker dos tempos modernos que funciona como um bloqueio eletrônico do diferencial dianteiro para trechos de baixa aderência. Os pneus de perfil mais baixo das versões topos de linha é que vão sofrer nas irregularidades da pista.

8. Versões legais do Fiat Pulse

As versões Drive automáticas são boas pedidas em meio à gama. Isso porque carregam os itens básicos de toda a linha já destacados anteriormente, com a conveniência do câmbio automático CVT – ou, ainda, com o novo motor turbo. A 1.3 AT custa R$ 89.990 e a Turbo AT começa em R$ 98.990.

E até dá para dar uma incrementada no modelo com os kits de opcionais. Tem o Pack Plus, que cobra R$ 4.300 pela câmera de ré, carregador de smartphone sem fio, chave presencial para abertura das portas e partida remota do motor e pintura bicolor. Já o Pack Connect Me (R$ 3.150) agrega o pacote de serviços digitais da Fiat, GPS nativo e retrovisor interno eletrocrômico.

9. Mas só nas mais caras…

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A partir da versão Audace, há a frenagem autônoma, alerta de permanência em faixa e sensor de farol alto

Pois é, só as configurações mais caras recebem os itens de auxílio ao motorista, que na marca italiana vem em um pacote sob o nome ADAS. Na Audace (R$ 107.990) e na Impetus (R$ 115.99) estão lá a frenagem autônoma de emergência, o alerta de permanência em faixa e o sensor automático de farol alto.

Já o quadro de instrumentos totalmente eletrônico é exclusividade da topo de linha. A central multimídia mais bacana, com tela de 10”, também só é de série na Impetus, e é opcional da Audace.

10. Pulse é um SUV do Argo, embora a Fiat não goste

A Fiat fez até uma apresentação para falar que o Pulse usa uma arquitetura inédita, e tentar afastar do carro a pecha de “SUV do Argo”. Só que é bater o olho para ver que as origens do Pulse estão no hatch. Não chega a ser um Argão, mas são várias as semelhanças no porte, tamanho e até em algumas partes da carroceria.

Na verdade, é uma variação da plataforma que serve ao Argo e ao Cronos e isso não tem nada de mal. Tanto hatch como sedã são conhecidos pela boa dirigibilidade e o Pulse usa muitos aços de alta resistência em sua fabricação.

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