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Conheça 5 versões confiáveis de carros considerados bomba

Se existe uma coisa que o brasileiro gosta em um carro é confiabilidade. A simplicidade e robustez do Fusca foi o segredo para seu sucesso no país, o mesmo vale para o Gol e a primeira geração do Chevrolet Onix. Carros problemáticos ou com manutenção complicada ganham a fama de “bomba” rapidamente e encalham nas vendas.

Alguns desses carros considerados como “bomba” contavam em sua gama com algum modelo de mecânica mais robusta. Mas esses modelos muitas vezes ganham a fama dos irmãos injustamente, podendo até se tornar boas opções de usado para quem não tem preconceito. Confira cinco desses carros:

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1. Fiat Marea 1.6

Vamos começar logo com polêmica. O Fiat Marea foi bem recebido pela imprensa quando lançado no Brasil, chegando até a ganhar comparativos contra rivais mais bem sucedidos no mercado. Mas um erro da Fiat na recomendação da troca de óleo fez que muitos carros apresentassem problemas e manchou a imagem do sedã.

O motor Pratola Serra do Marea — tanto o 1.8 quanto os cinco cilindros são dessa família — era um projeto moderno na época e até hoje é recomendável levar em mecânicos que conheçam bem o modelo para evitar dores de cabeça. Mas e como fica quem gosta do Marea mas quer se preocupar menos com a manutenção e consumo?

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O motor 1.6 pode ser encontrado tanto no Fiat Marea sedã quanto na perua Weekend (Foto: Fiat | Divulgação)

A solução foi apresentada perto do final da carreira do sedã médio italiano: a versão 1.6 16v lançada em 2005 na linha 2006. Esse propulsor era fabricado na Argentina e equipou a família Palio, Doblo e o Brava. Essa configuração utilizada no Marea, Brava e Doblo é chamada de Corsa Lunga, por ter o curso dos pistões maior que a versão utilizada no Palio e seus derivados. Por isso ele responde melhor em baixas rotações.

Uma curiosidade é o 1.9 do Linea, que é a junção do diâmetro maior do 1.6 do Palio com o curso maior do Corsa Lunga. Essa mistura é uma receita dos preparadores argentinos que foi parar na linha de produção.

O motor 1.6 argentino é uma evolução de um motor da Fiat apresentado em 1969. Por conta da concepção antiga, é um motor mais simples que o Pratola Serra, não existem mistérios ou ferramentas específicas para cuidar dessa mecânica. Isso faz que o Marea 1.6 se torne uma opção interessante de sedã usado, só não espere o desempenho dos irmãos 2.4 e 2.0 turbo.

2. Peugeot 206 1.6

O 206 causou quando foi lançado, tanto no Brasil quanto na Europa. Seu design foi considerado revolucionário para um compacto e estreou uma nova identidade visual na marca do leão. Mas no Brasil o carrinho virou motivo de piadas depois de alguns anos no mercado.

O principal culpado da fama de bomba foi o motor 1.4, que possui um problema crônico na junta dos cabeçotes. Quando esse motor foi atualizado no 208 e na segunda geração do Citroen C3, passando a ser chamado de 1.5, o problema continuou e não ajudou na fama dos franceses.

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Não existem mistérios para manter um Peugeot 206 com motor 1.6 e cambio manual (Foto: Peugeot | Divulgação)

Mas apesar do motor 1.6 16v ser da mesma família, ele não apresenta esses problemas. Esse 1.6 ainda é utilizado pelo 208, 2008 e no furgão Partner, onde presta serviço sem grandes dores de cabeça. No 208 ele é criticado por ser subdimensionado para o peso do veículo e datado diante dos concorrente, mas não pela confiabilidade.

No 206 e 207 só é precisa prestar atenção a qual transmissão está levando junto. A caixa automática de quatro marchas é a infame AL4, que pode apresentar trancos e o conserto pode sair caro. Esse cambio foi atualizada com o tempo, mas o 206 usa um interação mais antiga dele. A combinação do motor 1.6 com o cambio manual é a mais certeira para quem se interessa pelo 206.

3. Mitsubishi Pajero Sport V6

Quando se fala em picape e SUV no Brasil, o motor diesel é praticamente um item obrigatório. Motores de seis cilindros movidos à gasolina ou flex são vistos com desconfiança por causa do consumo ou das grandes chances de estarem equipados com um kit GNV.

Mas com o Pajero Sport o motor V6 é considerado como a opção mais segura, mesmo gostando de beber. O culpado disso é o motor diesel problemático utilizado nessa geração do Pajero Sport e da picape L200.

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A fama de robustez dos motores diesel não havia chegado ao motor da Mitsubishi, melhor sustentar o consumo do V6 (Foto: Mitsubishi | Divulgação)

O motor 4D56 é um quatro cilindros 2.5 diesel, que em sua versão mais potente produz 150 cv. Porém esse motor sofria de sobrecarga térmica, muitas vezes o sistema de arrefecimento não era capaz de resfriar o propulsor. O estrago pode chegar a ser o empenamento do cabeçote.

Já o motor V6 3.5, que produz até 205 cv, não conta com problemas crônicos. Estando com a manutenção em dia, a única preocupação do proprietária será o preço dos combustíveis. A versão apenas à gasolina é considerada mais econômica pelos donos, mas não chega a ser um abstêmio.

4. Ford Focus 1.6 (terceira geração)

A terceira geração do Ford Focus evoluiu o conceito bem sucedido desse carro médio. Manteve a suspensão traseira independente, era moderno e gostoso de dirigir. O motor 2.0 Duratec recebeu melhorias e contava com uma alta potência específica para um motor sem pretensões esportivas.

Mas no Brasil esse motor de 180 cv era disponível apenas com o cambio automatizado de dupla embreagem Powershift. O cambio foi tão problemático que manchou a imagem de todas as versões do Focus. A Ford foi processada no Brasil e nos EUA pelos problemas, aqui ela realizou reparos e deu 10 anos de garantia para o cambio.

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Sem Powershift, sem problemas. O motor 1.6 empurra o Ford Focus com competência e o carro já vem bem equipado desde a versão de entrada (Foto: Ford | Divulgação)

Já o Focus 1.6 manual conta com os pontos positivos da terceira geração, mas sem a preocupação com o Powershift. Sob o capô está o motor Sigma, de 135 cv, e a caixa de marchas é a IB5 já conhecida de outros modelos da marca. O desempenho não desperta paixões, mas não é uma tartaruga: faz de 0 a 100 km/h em 11,4 segundos de acordo com a Ford.

Mesmo na versão de entrada SE o Focus já vem bem equipado, oferecendo controle de estabilidade, monitor de pressão dos pneus, sistema de conectividade Sync, sensor de chuva, sensor crepuscular e rodas de liga leve. Na SE Plus ainda acrescenta airbags laterais, ar condicionado digital com duas zonas, bancos revestidos em couro e cruise control. Infelizmente a combinação de motor 2.0 com cambio manual existiu apenas na Argentina.

5. Ford Maverick 2.3

O Ford Maverick é um carro que tinha tudo para não existir no Brasil, mas a gestão da Ford brasileira considerou mais barato fabricar esse modelo norte-americano que o Taunus alemão. O Maverick foi lançado com o antigo motor 3.0 da Willys ou o V8 5.0 importado.

Ambos motores tinham dois problemas em comum: o consumo alto e a tendência a superaquecer, dando o apelido de “Ferverick” para o carro. O V8 pelo menos entregava um bom desempenho, mas o preço alto da gasolina fazia o brasileiro preferir outros carros.

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O motor 2.3 do Ford Maverick era moderno para a época e continuou em produção no Brasil para exportação (Foto: Ford | Divulgação)

O Maverick ideal para o Brasil foi o 2.3, que só chegou em 1975, dois anos após o lançamento. Esse motor 2.3 de quatro cilindros contava com comando de válvulas no cabeçote e era um projeto moderno da Ford feito para ser usado em todo o mundo. Ele era produzido em Taubaté (SP), de onde era exportado para os EUA.

Com o 2.3 o Maverick tinha desempenho superior ao antigo 3.0 Willys e era econômico. Mas nem um motor moderno salvou as vendas do Maverick na época, que viveu na sombra do Opala. Esse motor 2.3 ganhou uma sobrevida no Brasil no Jeep CJ, Rural e F-75. Uma versão turbinada do 2.3 era feita em Taubaté para exportação inclusive.

Cobiçado hoje, Maverick foi um fracasso de vendas. Boris Feldman explica:

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