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Fuja da mesmice! Conheça 5 carros nacionais com interiores coloridos

A nova geração do Hyundai Creta chegou trazendo polêmica em sua aparência externa. Mas por dentro, ele vem sendo elogiado pela evolução em desenho e tecnologia. Uma das novidades desse interior é o acabamento  marrom com detalhes em bege, que se estende até o painel e o volante.

Interiores marrom e bege não são raridade nos carros nacionais, o Toyota Corolla SE-G de 2009, o Chevrolet Cruze atual e o Fiat Linea são alguns dos carros nacionais recentes que utilizam algum desses tons no interior. Mas sempre com a porção superior do painel e o volante em preto ou cinza como o resto da linha.

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O gosto do brasileiro com as cores dos carros sempre foi meio conservador, com uma predominância de interiores pretos. Um dos motivos da predileção dos interiores escuros é esconder melhor a sujeira. Mas de tempos em tempos algum fabricante ousa com algum interior colorido, confira alguns que destacaram:

Dodge Dart

O Dart SE trazia bancos xadrez com seção central na cor da carroceria (Foto: Dodge | Divulgação)
No luxuoso Grand Sedan o interior podia ser bege combinando com o teto de vinil (Foto: Dodge | Divulgação)
O Dodge Magnum e Le Baron ofereciam um interior azul em veludo, melhor que muito sofá (Foto: Pastore Car Collection | Divulgação)

A linha de carros de passeio da Dodge no Brasil era limitada a dois modelos: o 1800/Polara e o Dart e seus derivados. Para compensar, o fabricante oferecia uma grande variedade de modelos, cores e acabamentos.

O Dart estreou no Brasil em 1969 oferecendo interior preto, azul escuro ou verde. O Dart SE veio mais tarde no cupê como modelo de entrada, oferecendo pinturas em tons fortes e propaganda jovial junto do preço baixo. Os bancos tinham forração xadrez preto e branco, que a partir 1974 usava a cor da carroceria no lugar do branco.

No modelo de luxo Grand Sedan e Grand Coupe existia a opção de interior bege, combinando com o teto de vinil. O esportivo Charger oferecia apenas interior preto e ganhou a opção do bege ou vinho na linha 1977.

Na última reestilização do Dart, vieram também as últimas novidades em cores de interior. As opções passaram a ser o preto, o bege ou o azul. Os modelos mais caros Charger, Magnum e Le Baron utilizavam forração em veludo.

Chevrolet Opala e Monza

O interior vermelho “chateau” virou opcional na linha 1978 do Opala e Caravan (Foto: Chevrolet | Divulgação)
Essa cor de acabamento não foi popular na época, tornando esses carros disputados por entusiastas hoje em dia (Foto: Chevrolet | Divulgação)
O interior vermelho voltou na linha 1979, mas não saiu em 1980 (Foto: Chevrolet | Divulgação)
Em 1988 o Opala voltou a oferecer o interior vermelho junto do Monza (Foto: Chevrolet | Divulgação)

O Opala foi lançado um ano antes do Dart e chegou oferecendo cindo opções de cores para o interior: preto, azul claro, vermelho, verde e bege. A variedade durou pouco, na linha 1970 a única opção era o preto.

Durante os anos 70 a Chevrolet ofertou algumas opções variadas no interior do Opala, como os bancos xadrez vermelho do modelo Especial, o cinza brilhante usado em 1974 e o marrom. Mas o destaque fica para o vermelho “chateau” introduzido na linha 1978.

O interior “chateau” era disponível em todos os modelos do Opala e também em todas opções de carroceria. Essa opção foi removida coma a reestilização do Opala em 1980, mas retornou em 1988 no Opala e também no Monza.

A preferência do brasileiro pelos interiores pretos já estava consolidada em 88, fazendo desses Opala e Monza com interior vermelho bastante raros atualmente.

Citroen Berlingo

O furgãozinho francês Berlingo trazia um interior descontraído, podendo ser verde, azul ou vermelho (Foto: Citroen | Divulgação)
Os detalhes coloridos estavam no painel, carpete e cinto de segurança (Foto: Citroen | Divulgação)

No final dos anos 1990 apareceu no mercado Europeu uma categoria nova de furgões derivados de carros de passeio, conhecidas como multivans. O carro que inaugurou esse segmento foi o Citroen Berlingo, em 1996.

Os franceses foram criativos na versão de passageiros e colocaram um teto solar panorâmico de lona e interior colorido no carro. Em 1998 O Berlingo começou a ser feito na Argentina e vendido no Brasil. O interior colorido foi trazido sem mudanças.

O furgãozinho podia vir com interior vermelho, verde ou azul. Combinando a forração com o carpete, cintos de segurança e detalhes no painel. A proposta dos franceses não mudou o gosto conservador do brasileiro.

Os consumidores instalavam capas nos assentos ou levavam o carro para tapeceiros trocar o acabamento por tons mais sóbrios. Derrotada, a Citroen parou de oferecer o Berlingo no Brasil em 2007, dando lugar ao clone Peugeot Partner. O modelo voltou como furgão apenas nos anos 2018 e 2019.

Fiat Siena Sublime

Todo o interior do Grand Siena Sublime mesclava marrom com branco, a inspiração pode ter sido o doce Ioiô Mix (Foto: Fiat | Divulgação)
A edição Sublime ainda trazia uma pintura branca perolizada exclusiva (Foto: Fiat | Divulgação)

A Fiat sempre ofereceu diversidade em sua linha no Brasil. E vários carros da marca poderiam entrar na lista, como o Marea e seu interior em veludo azul, o Uno 1.5R com os cintos de segurança vermelhos ou o Linea com o acabamento em bege claro.

Mas o carro que mais se destaca é o Grand Siena Sublime, com o interior combinando marrom com branco. A minivan Idea e o sedã Linea também receberam essa edição especial, porém focando mais no marrom por dentro.

O Grand Siena Sublime era baseado no modelo topo de linha Essence 1.6, podendo ser equipado com cambio manual ou automatizado. O sedã compacto vinha completo e era oferecido na cor exclusiva da série Branco Kalahari ou o Preto Vulcano.

Assim como no novo Hyudai Creta, o acabamento marrom se estende ao topo do painel e ao volante. A car preta só aparece em botões e em detalhes menores como os cintos de segurança e os porta-copos.

Chevrolet Onix Activ

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O interior laranja do Onix Activ combinava com o tom de pintura exclusivo do modelo (Foto: Chevrolet | Divulgação)

A Chevrolet deu uma roupa aventureira ao seu compacto Onix depois do primeiro face-lift, em 2016 como linha 2017. Por fora essa versão, batizada como Activ, seguia a cartilha das versões aventureiras, com apliques de plástico e uma opção de cor chamativa — laranja Burning.

O que não segue a cartilha é o interior, no mesmo tom de laranja. Os detalhes coloridos estavam presentes nos bancos, portas e no painel. Os detalhes laranja vinham em todos Onix Activ, independente da caro.

Na linha 2019 o gosto conservador do brasileiro venceu mais uma vez. A versão aventureira perdeu o interior laranja em todas cores, exceto quando equipado com a pintura laranja Burning.

Depois dessa versão aventureira do Onix a Chevrolet ofereceu interior com bancos e detalhes em azul escuro no Tracker e opção de bancos marrom para o Cruze e a S10.

O Boris mostra um Dodge Dart nacional 100% original, mas com o interior preto:

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