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Honda Fit: 10 fatos sobre o modelo (que vai sair de linha)

Esse promete deixar muita gente órfã em breve. Veículo sempre elogiado por sua mecânica e aproveitamento de espaço interno, o Honda Fit deixará de ser produzido e vendido até novembro. O monovolume compacto vai encerrar uma história de 21 anos de sucesso no Brasil para dar lugar ao City hatch.

A futura geração não será fabricada no Brasil por ser considerada muito cara – só deve vir em uma variante elétrica, importada -, enquanto a configuração do City é um projeto pensado para mercados emergentes. Só que o Fit é um carro tão admirado, por quem tem e quem não tem, que a gente resolveu destacar as principais qualidades e alguns defeitos do modelo da Honda.

Boris Feldman explica sobre o futuro do Honda Fit no Brasil: assista!

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O foco fica na atual terceira geração do modelo, produzida em Itirapina (SP) e lançada por aqui em 2014. Conforto ao rodar, espaço interno funcional e fama de carro que não dá problema são alguns dos aspectos que fazem do compacto um daqueles queridinhos do mercado. Confira, então, 10 fatos sobre o Honda Fit.

1. Habitabilidade do Honda Fit

honda fit 2014 banco traseiro em couro

Quem olha o Honda Fit de fora acha que o carro é pequeno e apertado por dentro. Mas o jeitão meio bolha e a carroceria monovolume asseguram uma das cabines mais bem aproveitadas do segmento de compactos – e da história da indústria.

Esta terceira geração do modelo tem 4,09 m de comprimento, 1,69 m de largura e 2,53 m de entre-eixos. E, mais uma vez, não se deixe enganar pela frieza dos números, já que motorista e carona têm folgas para as pernas e, no banco traseiro, cabem três adultos normais, que ainda são beneficiados por um assoalho quase plano – o túnel da transmissão é bem discreto..

Além disso, a cabine do Honda Fit oferece soluções bastante inteligentes. A começar pelo sistema Ultra Seat de modularidade de bancos, que acompanha o monovolume desde sua primeira geração – se chamava ULT (sigla para Utility, Long and Tall). O encosto traseiro, quando rebatido, praticamente segue o nível do bom porta-malas – só ali são 363 litros sem o rebatimento.

Tem mais: é possível deitar totalmente os bancos dianteiros de uma forma que eles se integram aos assentos traseiros – retirando-se, é claro, os encostos de cabeça. Com isso surgem praticamente duas camas.

Outras funcionalidades do Honda Fit estão nos detalhes. Há um porta-copos elevado, ao lado esquerdo do volante, que, quando fechado, pode virar um porta-celular. Na outra ponta do tablier, destaque para os dois porta-luvas – um na posição tradicional e outro na parte superior do painel.

2. Conforto do Honda Fit

honda fit exl 2018 interior com bancos em couro

Fora a conveniência proporcionada pelo espaço interno e flexibilidade dos bancos, o Honda Fit também se destaca pelo conforto a bordo. Os bancos acomodam bem os passageiros, a posição de dirigir é bastante versátil para diferentes tamanhos de motoristas e o isolamento acústico eficiente na maior parte do tempo.

Destaque também para o rodar confortável, garantido pelo conjunto mecânico com motor 1.5 e câmbio CVT, do qual falaremos a seguir. No quesito conforto, o único ponto a desejar fica para a suspensão traseira, da qual também falaremos adiante.

3. Desempenho pacato

Como dito, o conjunto mecânico prioriza o conforto. Por esta razão, o motor 1.5 16V gera potência de 116/115 cv e torque máximo de 15,3/15,2 kgfm a 4.800 rpm para garantir aquele desempenho competente na cidade, com baixo consumo de combustível e sem emoções ao acelerar.

Contribui para isso o câmbio automático CVT, que evolui de forma gradual e suave. Mas segura bem os giros quando se precisa do motor em uma aceleração mais forte. De qualquer forma, a dica é priorizar as versões mais caras do Fit, cujas caixas continuamente variáveis têm simulação de sete marchas.

Fique atento aos CVTs de modelos 2016 e 2017. Há muitos relatos de problemas com a transmissão, desde barulhos estranhos e travamentos, até a quebra da peça.

Bom lembrar que também existem as opções com câmbio manual de cinco marchas, que são raras no mercado de usados. E também desvalorizam bem mais que as automáticas.

4. Mecânica do Honda Fit

honda fit exl 2018 azul traseira

Como a maioria dos automóveis Honda, o Fit se vale daquela fama de carro que não dá problema. Mecânicos independentes costumam confirmar esse prognóstico e ressaltam que o monovolume, na maioria das vezes, é fácil de mexer.

Nas revisões com preço fixo, o Honda Fit tem preços dentro da média da maior parte dos modelos compactos. Porém, as visitas dos 40 mil e 80 mil km custam quase R$ 2.300. Confira as oito primeiras manutenções na rede:

  • 10 mil km ou 1 ano: R$ 376,64
  • 20 mil km ou 2 anos: R$ 562,45
  • 30 mil km ou 3 anos: R$ 655,24
  • 40 mil km ou 4 anos: R$ 2.297,85
  • 50 mil km ou 5 anos: R$ 655,24
  • 60 mil km ou 6 anos: R$ 1.733,89
  • 70 mil km ou 7 anos: R$ 655,24
  • 80 mil km ou 8 anos: R$ 2.297,85

As peças, por sua vez, não pregam grandes sustos. Só que os valores dos componentes originais também estão longe de serem uma pechincha, Veja:

  • Disco de Freio Dianteiro: R$ 461,31
  • Jogo de pastilhas de freio dianteiras: R$ 562,81
  • Óleo Pro Honda 0W20 – 1 litro: R$ 69,99
  • Amortecedor traseiro: R$ 398,29
  • Vela de Ignição: R$ 133,66

5. Acerto da suspensão

Talvez o único contraponto do conforto predominante do Fit esteja na suspensão. Mais precisamente no acerto do jogo traseiro e na calibragem dos amortecedores e molas. Com um eixo de torção, o Honda bate duro nos buracos e reflete sacolejos abruptos nos ocupantes ao passar por quebra-molas e valetas.

6. Valorização e liquidez

Segundo a KBB Brasil, no último ano o Fit valorizou 16,48% pelo índice de Preço Revendedor da consultoria. A linha 0 km do monovolume tinha valor médio de R$ 72.376 em agosto de 2020, e em agosto deste ano a gama aponta R$ 84.310.

A propósito, o Fit é um carro que sobe no salto mesmo. Sempre foi posicionado pela Honda como compacto premium e barganhar preço dele no varejo é tarefa difícil. Mesmo assim, o Fit costuma ser um modelo fácil de comercializar no segmento de seminovos e usados.

7. Versões e anos legais

honda fit exl 2018 painel com central multimidia

Apesar dos preços salgados, o Fit não chega a ser um carro repleto de equipamentos diferentes. Sempre seguiu o trivial com itens básicos como ar-condicionado, direção elétrica, trio e computador de bordo.

Desta forma, as configurações mais bacanas desta geração são a EX e EXL, com centrais multimídias mais legais e também as que costumam receber as bossas tecnológicas antes. E fique atento porque o Honda Fit só passou a ter controles de estabilidade e tração em toda a linha a partir da reestilização feita em 2017.

8. Ferrugem

Levantamento feito nos fóruns sobre o carro e no site Reclame Aqui aponta que um problema crônico dos primeiros Fit desta geração diz respeito à oxidação no capô. Segundo os relatos, muitos modelos com poucos anos de uso apresentavam bolhas e pontos de ferrugem na pintura na tampa do compartimento do motor.

9. Motor de arranque

Outro defeito recorrente nos Fit de terceira geração em seus dois primeiros anos (2014 e 2015). São muitas as queixas de proprietários que não conseguem dar a partida de primeira. De acordo com a resposta de diferentes concessionárias, o problema estava na porta escova do motor de arranque – é a peça que recebe energia da bateria para criar um campo magnético entre a bobina e o induzido na hora da partida.

10. Recalls do Honda Fit

Os dois recalls do atual Honda Fit foram feitos para substituição do tanque e troca do sensor do tanque de combustível de modelos produzidos entre 2014 e 2015.

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