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Jeep Commander: 10 pontos-chaves do SUV de 7 lugares

Depois de gerar muita expectativa e fazer alarde em cima do seu mais novo modelo, a Jeep acaba de apresentar oficialmente o Commander. Seu primeiro SUV de sete lugares e primeiro veículo desenvolvido inteiramente no Brasil, o utilitário esportivo causou impacto pelo nível de equipamentos e também pelo porte robusto.

Produzido em Goiana (PE) sobre a mesma plataforma do Compass, a missão do Commander é atuar no degrau de cima do segmento de SUVs médios. E com quatro versões e dois tipos de motores, ele vai bem para encarar desde Volkswagen Tiguan, Caoa Chery Tiggo 8 e Mitsubishi Outlander, a Honda CR-V e Kia Sorento.

Confira 10 fatos sobre o Jeep Commander que podem fazer dele um sucesso tal qual o Compass.

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1. Lista de equipamentos do Commander

O novo jipão do pedaço chegou com uma lista de equipamentos, no mínimo, empolgante. São quatro versões e toda a linha é equipada com o ADAS, o pacote semiautônomo da marca estadunidense, que reúne controle de cruzeiro adaptativo, frenagem de emergência com detecção de pedestres, ciclistas ou motociclistas, sensores de ponto cego e de tráfego cruzado, alerta de mudança de faixa, detector de fadiga, reconhecimento de placas, ajuste automático dos faróis e park assist.

Além disso, o Jeep Commander é equipado, desde a versão Limited T270, com sete airbags, faróis full LED, quadro de instrumentos eletrônico em tela de 10,25”, ar-condicionado automático, rodas de liga leve com aros de 18”, carregador de celular por indução, chave presencial, banco do motorista com ajustes elétricos e abertura elétrica da tampa do porta-malas.

A central multimídia em display de 10,1” ainda permite espelhamento de Android Auto e Apple CarPlay sem fio. O sistema integra a plataforma de serviços digitais do fabricante, a Adventure Intelligence

As configurações Overland trazem rodas com aros de 19” e acabamento interno diferente – que trataremos a seguir -, além de agregar outros itens. A topo de linha recebe a mais teto solar panorâmico, sistema de som premium Harman Kardon, banco do carona com ajustes elétricos, abertura do porta-malas por sensor de presença e tomadas de 127v.

Nestas configurações, o Adventure Intelligence ganha o “Plus”, com o Alexa in Vehicle, que permite usar o assistente pessoal da Amazon para acessar informações do veículo, procurar restaurantes ou mesmo ligar o carro remotamente.

2. Custo-benefício

O Jeep Commander está longe de ser um modelo barato, mas na loucura de preços que o mercado vive e pelo conteúdo que oferece, seu custo-benefício é muito atraente. O SUV de sete lugares parte de R$ 199.990 com todos esses equipamentos que relatamos, inclusive os itens de auxílio ao motorista.

Seu principal rival, o VW Tiguan, por exemplo, é mais caro: R$ 236.090 na versão solitária R-Line. Tudo bem que tem motor TSI de 220 cv, câmbio de dupla embreagem e tração integral 4Motion, mas mesmo assim o Commander se destaca pelos itens de série e acabamento.

Mesmo as versões turbodiesel 4×4 do utilitário esportivo pernambucano devem dar trabalho. Elas partem de R$ 260 mil. O SUV a diesel que mais se aproxima dele é o Mitsubishi Outlander, com o 2.2 de 165 cv e por preços iniciais de R$ 283.990.

3. É um Grand Compass, mas nem tanto…

A Stellantis bate o pé no chão e faz beicinho para dizer que o Jeep Commander não é um Grand Compass. Em parte, está certíssima. Apesar de usar a mesma arquitetura Small Wide do parente de fábrica, o SUV de sete lugares consegue ser ainda mais imponente e robusto.

Sem falar que é maior, até para poder oferecer os dois bancos extras na terceira fila. São 4,76 metros de comprimento (36 cm a mais), 1,85 m de largura (+ 4 cm), 1,68 m de altura (+ 5 cm) e 2,79 m de entre-eixos (+ 16 cm). O porta-malas (sem os dois banquinhos acionados) recebe  661 litros, mas com os encostos levantados esse volume cai para 233 litros. Com as duas filas rebatidas, são 1.760 litros.

Além disso, segundo a montadora, o Jeep Compass recebeu um tratamento de suspensão próprio para seu jogo McPherson independente na frente e atrás – com barras estabilizadoras. Assim como o acerto de direção e dinâmica foram específicos para um modelo que pesa de 1.685 kg a 1.908 kg

4. Os bancos extras

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Quem vai lá atrás na última fila de bancos não se vale de nenhum latifúndio, mas tem um ambiente melhor aproveitado que na maioria dos SUVs médios de sete lugares. Mesmo pessoas com mais de 1,80 m de altura desfrutam de bom vão para cabeças e pernas, sem aquela sensação claustrofóbica.

Ao mesmo tempo, o acesso é simples e não exige grandes contorcionismos por parte dos passageiros. Até porque as portas traseiras têm um ótimo ângulo de abertura. Sem falar que sete lugares sempre são uma conveniência e funcionalidade a mais para famílias numerosas – seja para levar os coleguinhas malas do seu filho para o jogo de futebol, seja para carregar o cunhado.

5. Conforto

Quem se dá melhor no Jeep Commander são os passageiros do meio. Eles têm bom vão para pernas e bancos corrediços que podem ser ajustados em até 14 cm – ou seja, dá para pagar de patrão lá atrás se for recuar totalmente o assento.

Na frente, a posição de dirigir é boa e o motorista tem ajustes elétricos à disposição. O isolamento acústico é um dos destaques, e o rodar suave é obtido mesmo nas versões turbodiesel.

6. Acabamento caprichado

Indiscutivelmente, a Jeep quer fazer do Commander a sua vitrine de requinte. Na cabine, o acabamento do SUV salta aos olhos. O ambiente passa a sensação de sofisticação nas texturas e nos materiais usados. Isso sem falar nos encaixes e nos fechamentos caprichados.

Nas versões Limited, o acabamento interno escurecido e os bancos que mesclam couro e suede (um tecido que lembra camurça) preto, com costuras aparentes, agradam. O revestimento também está presente no painel. Na versão Overland, o padrão de cores muda para o marrom, o que eleva ainda mais a percepção de requinte.

A atenção aos detalhes também é notada nas peças externas. Os emblemas com os nomes do carro e da marca têm acabamento duplo de cromo acetinado e cobre. As lanternas traseiras também recebem detalhes de cromo acetinado e o nome Jeep aparece sutilmente dentro dos faróis full LED.

7. Design mais do mesmo

Aqui, o Jeep Commander está realmente mais para Grand Compass. O design dianteiro é bem parecido com o do SUV menor, especialmente pelos faróis mais retilíneos. O estilo Jeep de ser fica evidente ao ser visto de perfil, com o prolongamento do balanço traseiro e o caimento chapado da (larga) terceira coluna.

A linha de cintura é elevada e reta e os arcos das rodas trapezoidais realçam a robustez. A traseira, por sua vez, tem mais similaridades com o novo Grand Cherokee, que será lançado no Brasil em 2022. Está longe de ser um modelo controverso, mas não apresenta nada de diferente no estilo.

8. Tem diesel e 4×4

É um Jeep e não poderia deixar de honrar suas raízes. As versões mais caras do Commander usam o conhecido motor 2.0 turbodiesel de 170 cv com o ótimo câmbio automático de nove marchas, da alemã ZF. Além disso, esse conjunto ainda ganhou 3 kgfm de torque a mais em relação ao que equipa o Compass. No Commander, são 38,7 kgfm, que aparecem em sua plenitude nas mesmas 1.750 rpm.

O sistema de tração 4×4 oferece reduzida e seletor de terrenos com três modos (Sand/Mud, Snow e Auto), além de controle eletrônico de descida. Como dito, é o SUV médio a diesel mais barato do pedaço.

9. Desempenho do Commander

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Com os mesmos motores do Compass, o Jeep Commander não trouxe nada de exatamente novo em termos de conjunto mecânico. Claro que os três dígitos de quilos a mais fazem a diferença, mas tanto o novo motor turbo flex com seus 185/180 cv, como o turbodiesel de 170 cv e torque discretamente mais elevado dão conta do recado.

Você não vai ter nenhum baque de esportividade, mas também não vai ficar pisando no pedal do acelerador em vão. Ainda mais nas retomadas e ultrapassagens, já que os dois motores enchem cedo, em baixas rotações, quando necessário.

10. Manutenção

Com o Commander, a Jeep manteve o programa de manutenção obrigatória de Renegade e Compass. As versões flex tem revisões a cada 12 mil km e as movidas a diesel, a cada 20 mil km. E os preços não são nada absurdos para o segmento de SUVs médios.

Preços de revisão do Jeep Commander:

Jeep Commander 1.3 turboflex

  • 1ª revisão (12.000 km): R$ 589
  • 2ª revisão (24.000 km): R$ 688
  • 3ª revisão (36.000 km): R$ 759
  • 4ª revisão (48.000 km): R$ 709
  • 5ª revisão (60.000 km): R$ 1.193

Jeep Commander 2.0 turbodiesel

  • 1ª revisão (20.000 km): R$ 1.026
  • 2ª revisão (40.000 km): R$ 1.078
  • 3ª revisão (60.000 km): R$ 1.643

Boris já andou no Commander e dá as suas impressões:

Fotos: Jeep | Divulgação

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