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Mudou de ideia? Após anunciar fim dos sedãs, Ford cria novo Fusion

A Ford vinha seguindo à risca um plano que consiste, basicamente, no abandono dos chamados veículos de passeio: a empresa deixaria de produzir sedãs, hatches e peruas para investir em SUVs e picapes. Isso, porque modelos desses gêneros são mais lucrativos. Em 2018, o fabricante chegou a emitir um comunicado sobre tal ação e, de lá para cá, tirou vários carros de linha, incluindo o Ka, na Europa, e o Fusion, na América do Norte.

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Esse plano global, inclusive, teria sido um dos motivos que levaram ao fechamento da fábrica da Ford em Camaçari (BA). De lá, saíam as gamas Ka e EcoSport. Vale lembrar que a unidade argentina de General Pacheco segue em operação, justamente porque produz as picapes da linha Ranger.

Depois de todas essas ações, portanto, causa certa surpresa a notícia de que a Ford está desenvolvendo um novo Fusion. Segundo informações antecipadas por sites estrangeiros, como o Ford Authority, o modelo manterá a carroceria do tipo sedã. Isso também ocorrerá com o europeu Mondeo, que é baseado no mesmíssimo projeto.

Até então, imaginava-se que o novo Ford Fusion seria um crossover aos moldes do Evos, apresentado recentemente na Ásia. Embora ambos os modelos tenham diversas semelhanças em termos de projeto, o primeiro terá perfil típico de sedã, com perfil de três volumes e sem suspensão elevada. O que aconteceu? A multinacional mudou de ideia?

Sedãs: em baixa, mas não mortos

O AutoPapo consultou a assessoria de imprensa da Ford no Brasil, que não respondeu até a data da publicação. Portanto, ao menos por vias oficiais, é difícil saber se a empresa realmente alterou a própria estratégia ou se simplesmente omitiu parte dos planos.

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Novo Fusion compartilhará vários elementos com o crossover Evos, mas terá carroceria própria (Foto: Ford | Divulgação)

O caso é que, ao contrário da Ford, outras fabricantes de veículos não desistiram dos segmentos de hatches e de sedãs. Logo após a empresa divulgar o tal plano de extinguir carros de passeio, a então FCA (o caso ocorreu antes da formação da Stellantis junto com o Grupo PSA) afirmou, em 2019, que não abandonaria os carros de passeio.

Mais recentemente, foi a vez da Toyota anunciar que também manterá investimentos em sedãs e hatches. Porém, quem falou mais abertamente sobre esse assunto foi Michael Simcoe, vice-presidente de design da GM: em um podcast que foi ao ar em 2019, ele previu que os chamados carros de passeio devem recuperar a preferência dos consumidores nos próximos anos.

Como prever as preferências futuras dos consumidores é sempre difícil, a indústria automobilística tem sido cautelosa: por um lado, prioriza o desenvolvimento de SUVs e picapes, segmentos que estão em alta atualmente. Por outro, ainda mantém parte dos investimentos em produtos de outras categorias.

Aliás, foi exatamente isso que a Ford fez: primeiro, desenvolveu a linha Bronco e o Mustang Mach-E, um SUV elétrico. Concluídos os trabalhos nesses produtos, a empresa, agora, volta a investir em um sedã.

Novo Ford Fusion no Brasil?

Ainda não há informação alguma sobre os mercados de atuação do novo Fusion, mas parece fazer todo o sentido que ele chegue até o Brasil. Afinal, a Ford vendeu o sedã no país por mais de uma década: ele chegou ao Brasil em 2006 e ganhou uma segunda geração em 2012. Durante quase todo esse período, o modelo dominou o segmento de sedãs grandes. Porém, está fora do mercado desde o ano passado.

Se, tal qual os antecessores, o novo Ford Fusion for produzido no México, a importação para o Brasil será ainda mais viável. Isso, devido ao acordo comercial entre os dois países, que permite a cobrança de menores alíquotas de IPI.

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