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Qual é o volante mais bizarro? Veja o top 10, que inclui nova peça da Tesla

É difícil inovar em determinados componentes dos carros: essencialmente utilitários, certos itens podem até permitir variações em alguns aspectos, mas, na essência, são os mesmos. Com raríssimas exceções, sempre há, por exemplo, quatro rodas, para-brisa, um par de lanternas e… um volante de direção!

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É claro que, bem como o automóvel como um todo, o volante também evoluiu muito ao longo do tempo. Porém, tentativas de rupturas ou de inovações muito radicais muitas vezes resultaram em rejeição por parte dos motoristas. E é justamente esse o tema do listão de hoje!

O AutoPapo selecionou 10 dos mais bizarros volantes de todos os tempos. Alguns deles até foram resultado de boas ideias, mas outros não tinham mesmo como dar certo… Na prática, nenhum deles conseguiu quebrar os padrões e entregar as inovações pretendidas. Confira o listão!

1. Novo volante da Tesla

painel do tesla model s 2021 com tela multimidia e volante em forma de manche
Formato do componente já está causando reclamações de motoristas

Recém-lançado, o novo volante em formato de manche desenvolvido pela Tesla para o Model S já é alvo de polêmicas. O fabricante destacou que a principal vantagem é a melhor visão do painel de instrumentos.

Porém, obviamente, a experiência de manejo é bem diferente da proporcionada por uma peça de formato convencional. E, ao que parece, traz desvantagens, pois já existem motoristas reclamando: a principal queixa é a dificuldade para realizar manobras de estacionamento. Assista ao vídeo e entenda: 

Além da óbvia falta de local apropriado para colocar as mãos nessa situação, já que não há aro, os motoristas relatam esbarrões involuntários nos comandos posicionados no “manche”. A marca aposta que, em breve, o volante será peça de museu, devido às tecnologias de condução autônoma. Pode até ser, mas, até lá, parece ser melhor seguir um caminho mais convencional.

2. Volante hélice do Spyker C8

interior forrado em couro vermelho do spyker c8 com destaque para o volante em forma de helice
Aviação inspira design dos carros da Spyker

A Tesla não é a primeira a se inspirar na aviação para criar um volante fora do comum. A Spyker, fabricante holandesa de superesportivos, já havia criado um componente inspirados em hélices. Ainda assim, tem aspecto mais convencional e funcional que o “manche” da empresa de Elon Musk.

Há, contudo, um porém: a peça não traz airbag e tem toda a seção central confeccionada em metal. Ademais, os quatro raios atrapalham a visão dos instrumentos do painel. É o típico caso de um design no qual a forma prevalece sobre a função.

3. Volante bala da Cadillac

interior do cadillac de ville 1955 com destaque para o volante em forma de ogiva
Formato ogival do miolo do volante podia ferir o motorista em caso de acidente

Nos anos posteriores à Segunda Guerra Mundial, o design automotivo passou a recorrer a elementos bélicos e espaciais. Nos Estados Unidos, em especial, ornamentos que remetiam a foguetes, ogivas e jatos tornaram-se comuns, principalmente nos modelos de luxo. A Cadillac foi uma das que lançou essa tendência e chegou a oferecer até um volante baseado nessa temática.

Só que havia um “pequeno” problema: o miolo do volante em formato de ogiva, justamente seu maior diferencial, o transformava, literalmente, em uma arma apontada contra o motorista. Afinal, potencializava ferimentos em caso de acidente. Vale lembrar que, na época, os automóveis não vinham equipados sequer com cintos de segurança.

Um acidente acabou ganhando grande projeção: o do cantor Sammy Davis, Jr., que perdeu o olho esquerdo em uma colisão em 1954. No ano seguinte, a Cadillac acabou retirando o volante-bala de linha.

4. Volante-câmbio da gama Edsel

interior do edsel citation convertible 1958
Botões no centro do volante serviam para operar o câmbio automático

A Edsel é geralmente lembrada como um dos maiores fracassos comerciais da indústria automobilística, graças, em parte ao design dos produtos. A marca, que integrava o Grupo Ford, entrou no mercado em 1958 e durou só até 1960. Entre as extravagâncias dos veículos, havia um volante com botões que serviam para operar o câmbio.

Hoje em dia, quando vários automóveis oferecem borboletas para troca de marchas no volante, é possível até dar algum crédito à Edsel. Porém, devido à tecnologia da época, o sistema de botões mostrou-se uma fonte de problemas. Para piorar, a posição deles, no centro do volante, não era nem um pouco ergonômica.

5. Volante oval do Plymouth Fury

volante e instrumentos do pymouth fury 1960
Formato oval não agradou aos consumidores da década de 1960

Depois de Cadillac e Edsel, outra marca estadunidense, a Plymouth, fez uma alteração então incomum no volante: passou a equipar o modelo Fury com uma peça oval. O formato chamou bastante atenção e tinha o objetivo de dar um ar futurista ao veículo.

Curiosamente, essa solução realmente previu, de certo modo, o futuro. É que, hoje, alguns automóveis adotam volantes ligeiramente ovalados, com a base e o topo achatados. Contudo, em 1960, quando chegou ao mercado, a peça da Plymouth não agradou. A marca acabou voltando ao formato circular dois anos depois.

6. Volante “quadrado” do Austin Allegro

interior do austin allegro com destaque para o volante quadrado
No Austin Allegro peça tem formato quadrado, mas com vértices arredondados

Depois do volante oval, foi a vez da indústria experimentar um volante “quadrado”. Na verdade, o formato era elíptico, sem arestas. Os créditos por essa invenção cabem à britânica Austin, que a aplicou no modelo Allegro. O objetivo era, segundo o fabricante, proporcionar melhor ergonomia.

Ao lançar o Allegro, em 1973, a Austin o divulgou como um carro inovador: o caso é que não havia nada fora do convencional além da direção. Com mecânica antiquada e design controvertido, o modelo acabou se tornando um fracasso comercial. Porém, antes de sair de linha, o fabricante ainda trocou o tal volante quadrado por um circular.

7. Volante minimalista do Aston Martin Lagonda

painel e volante do aston martin lagonda 1983
Volante de um só raio fazia par com o painel digital

A primazia em criar volantes de um raio é da Citroën, mas o componente mais marcante com essa característica é da Aston Martin, que o criou para o modelo Lagonda. O objetivo, segundo o fabricante, era proporcionar uma visão melhor dos instrumentos, que, por sinal, já eram digitais.

O conjunto formava um visual minimalista, até futurista para o contexto de 1974, quando o sedã chegou ao mercado. Por sua vez, o cubo descentralizado transmitia a impressão de que não havia coluna de direção. Esteticamente, claro, o resultado divide opiniões: o único consenso é sobre a originalidade do design.

8. Volante assimétrico do Renault 5 Turbo

interior do renault 5 turbo 1980 com destaque para o volante assimetrico
Ousadia domina o interior do Renault 5 Turbo

O interior do Renault 5 Turbo é qualquer coisa, menos convencional. O painel é uma mistura do kitch dos anos 70 com o hi-tech da década de 80, e o volante, claro, ajuda a compor essa atmosfera a bordo. Nesse caso, a diferença fica por conta do design assimétrico, com um raio horizontal e outro vertical.

Como o aro mantinha o formato circular, não havia prejuízo à ergonomia. Entretanto, claro, muitos compradores estranharam e criticaram bastante a criação da Renault, que não voltou a fazer algo parecido. Quem repetiu a dose foi a Subaru, que projetou um volante assimétrico para o modelo XT.

9. Pagani Zonda R

interior do pagani zonda r
Conta-giros no volante é sinal de loucura ou de genialidade?

Superesportivos geralmente têm mais margem para sair do lugar comum que carros convencionais. Todavia, o volante do Pagani Zonda R é exótico até mesmo diante de outros bólidos desse gênero: multifuncional ao extremo, a peça incorpora até o conta-giros.

Parece fazer sentido colocar esse mostrador em posição de destaque dentro de um supercarro: afinal, em uma pista de corridas, o conta-giros é bem mais utilizado que o velocímetro. Na prática, porém, é difícil saber se esse posicionamento realmente traz vantagens. Seja como for, a Pagani não utilizou esse volante em outros produtos.

10. Volante de cubo fixo do Citroën C4

volante de cubo fixo do citroen c4 pallas
Cubo fixo trazia vantagens, mas foi abandonado pela Citroën

Eis aqui um volante bem conhecido pelos brasileiros. Inicialmente, ele não aparenta ser muito diferente dos demais, mas basta olhar com atenção para perceber que ele tem um diferencial único: o cubo central é fixo. Apenas o aro gira, e não a peça inteira.

Ao desenvolver o componente com essa característica, a Citroën teve a intenção de melhorar a atuação do airbag, que é sempre disparado de um ponto fixo. Isso não acontece em uma peça normal, que pode estar girada no momento da colisão. Uma vantagem adicional é a facilidade de manuseio dos botões, pelo mesmo motivo.

Apesar das vantagens, a Citroën acabou abandonando o sistema a partir da segunda geração da linha C4. O principal motivo teria sido a complexidade e o custo adicional no processo de fabricação em relação a um volante comum.

Fotos: Divulgação

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