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Ransomware: seu carro pode ser sequestrado (pior se for autônomo)

Na semana passada, o site das lojas Renner foi hackeado e deixou consumidores preocupados com possíveis vazamentos de dados. A suspeita é de que a empresa tenha sido vitima de um ransomware, uma forma de invasão que deixa sistemas de empresas inoperantes e os invasores cobram um resgate para reverter a situação.

O ransomware infecta os computadores criptografando os dados ou bloqueando o acesso, se tornando uma forma de sequestro digital – “ransom” é sequestro em inglês. O computador pode ser infectado através de pen-drive ou por links e anexos recebidos por email.

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E por que o caro leitor está lendo sobre isso aqui no AutoPapo? O motivo é simples: os carros modernos modernos também podem ser vitimas desse tipo de invasão. Modelos atuais já possuem algum tipo de conectividade, desde simples roteadores integrados a central multimídia até a capacidade de receber atualizações online.

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O OnStar da Chevrolet, por exemplo, permite acessar funções do veículo através da rede de celular (Foto: Chevrolet | Divulgação)

Do mesmo modo que o dono de um Chevrolet Onix pode dar a partida no carro remotamente por meio do aplicativo OnStar, um hacker pode invadir o veículo e controlar algumas funções. Conforme mostramos em junho, invadir um carro ou coletar os dados no computador de um é mais fácil que realizar o mesmo em um smartphone.

Carros autônomos serão mais vulneráveis

Um dos recursos que é tido como essencial para a viabilização dos carros 100% autônomos é a comunicação entre veículos e a comunicação entre os veículos e uma central. Assim os carros podem saber de forma antecipada sobre problemas no trajeto.

Esse tipo de comunicação já está em uso pela Mercedes-Benz, onde os carros da marca podem comunicar entre si através do Car-to-X. Atualmente esse sistema serve apenas para emitir avisos, mas a promessa do fabricante é de expandir as funcionalidades.

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A comunicação entre veículos é essencial para a existência de uma frota autônoma. E também é um ponto fraco (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)

Mas não é precisa de invadir um sistema de conectividade para “controlar” um carro autônomo. Sistemas semi-autônomos, como o Autopilot da Tesla, utilizam câmeras e inteligência artificial para ler o ambiente. Mas por mais avançado que seja o sistema, ele não possui o mesmo discernimento que o cérebro humano, podendo ser enganado por cones, marcações falsas na via, placas e até mesmo pela lua.

Sequestro em quatro rodas

Agora vamos acrescentar os ransomware a essas vulnerabilidades dos carros. Um hacker pode tanto apenas invadir o smartphone do motorista através do carro ou ir além: tomar o controle do carro e só devolver o controle após um pagamento.

Controlar remotamente os carros podem até impactar no trânsito. Segundo um estudo do Instituto de Tecnologia da Geórgia e da Multiscale Systems, é possível parar todo o trânsito de uma cidade imobilizando apenas 20% dos carros.

Fabricantes já sofreram ataques de ransomware

No início de 2021 a filial norte americana da Kia Motors sofreu um ataque similar ao da Renner, promovido pelo grupo DoppelPaymer. Os carros não foram afetados, apenas sistemas internos e área voltadas aos clientes.

O grupo exigiu US$ 20 milhões em Bitcoins como resgate. Durante o período que os hackers ficaram no comando as vendas e retirada dos carros nas concessionárias ficaram impossibilitadas. O grupo de hackers também ameaçou vazar os dados “sequestrados” da Kia. O fabricante, entretanto, negou o ataque

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