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Super Cub 125 e Monkey 125: os heróis da resistência da Honda

Quando foi lançado nos Estados Unidos na década de 1960, o modelo Super Cub C 100 assombrou os consumidores com ajuda de um convidativo custo de US$ 295 (na época), praticidade urbana, facilidade de pilotagem e uma campanha publicitária até hoje estudada, com o tema “Você encontra pessoas interessantes em uma Honda”.

Esse ainda é o lema do Cub (Cheap Urban Bike, ou Moto Urbana Barata), que passou a vender como pão quente, “viralizando” o conceito.  O sucesso comercial, inclusive, ajudou a Honda, na ocasião, a se equilibrar financeiramente.

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Passados mais de 60 anos, o modelo continua a se modernizar. A versão 2022 do Honda Super Cub chega com motor de 125 cm3, atualizado, porém, mantendo o estilo clássico, com o cilindro disposto de forma horizontal, abrindo espaço para um generoso vão central que facilita o embarque e desembarque.

A nova Honda Super Cub conta com um robusto motor de 125 cm3 integralmente redesenhado. Equipado com duas válvulas e arrefecimento a ar, desenvolve 9,8 cv de potência a 7.500 rpm e 1,1 kgfm de torque a 6.250 rpm. O câmbio permanece com quatro marchas rotativas, acoplado à embreagem centrífuga “automática” que dispensa o manete, simplificando a pilotagem: essa é uma das marcas registradas do modelo.

No mais a iluminação passou a ser em LED. O painel, as suspensões (100 mm de curso na dianteira e duplo amortecedor na traseira) e os bancos também foram modernizados, assim como a chave, que passa a ser de presença “inteligente”.

As rodas são em liga leve com aros de 17 polegadas. O freio dianteiro é a disco com 220 mm de diâmetro, pinça de pistão simples e sistema ABS. O freio traseiro continua a tambor com 110 mm. O peso já abastecido é de 110 kg.

A Honda Super Cub também conta com um escudo frontal, que protege as pernas (e o vestuário) do condutor, além de um cobre-corrente que tampa e não respinga. Segundo os estudos, para o consumidor brasileiro, faltava uma espécie de “porta-malas”, um espaço fechado para levar pequenos objetos, em vez da garupeira e até, eventualmente, uma cestinha exposta na dianteira da C 100.

Os engenheiros da matriz quebraram a cabeça em busca da solução, que veio da engenharia nacional de forma simples e genial: reduzir o diâmetro da roda traseira (mantendo o da roda dianteira com 17 polegadas), abrindo espaço para o porta-malas em baixo do banco.

Porém, surgiu outro problema: não havia no mercado pneus para calçar a roda traseira na medida exigida, de 14 polegadas. Entretanto, o componente também foi idealizado e passou a ser produzido. Estava criada a Brazil’s Cub, porém, o formato original continuaria sua saga ao redor do mundo.

A história, contudo, começa ainda no ano de 1956, quando o fundador da marca, Soichiro Honda e seu rigoroso diretor financeiro Takeo Fujisawa, estilo linha dura, foram do Japão para a Europa buscar inspiração para lançamento de novos modelos.

O resultado da prospecção foi materializado em 1958 com o Cub C 100, que, depois de muitas versões posteriores, se transformou simplesmente no veículo mais vendido da história da indústria de motocicletas, com mais de 100 milhões de unidades comercializadas (até 2017).

O modelo foi produzido em nada menos que 16 fábricas em 15 países e vendido em 160 mercados diferentes, incluindo o Brasil. O modelo C 100 Dream foi montado para o mercado nacional em Manaus (AM) até 1998, quando teve um surpreendente desfecho: foi sucedida pelo inédito modelo C 100 Biz.

Honda Monkey 125 2o22

Curiosamente o pequeno Monkey não nasceu para ser motocicleta: a inspiração veio de um brinquedo para crianças. A história começa em 1961 no parque de diversões Tama Tech de Tóquio, com uma micro-moto para diversão da garotada, dentro de uma pista fechada, construída pela Honda sob encomenda. Entretanto, os marmanjos também esticaram o olho para o modelo, que acabou indo para a linha de montagem a partir de 1963.

Porém, para sair do parquinho e ganhar as ruas, várias modificações foram introduzidas, mantendo, contudo, o conceito de moto de recreação. O motor, com 50 cm3 precisou de um quadro um novo quadro, mais reforçado. Os pneus, calçados em pequenas rodas de 5 polegadas de diâmetro faziam o papel das suspensões, que não existiam.

O sucesso entre as não crianças extrapolou o Japão, que passou a exportar o modelo para várias partes do mundo, exigindo novos desenvolvimentos. Em 1969, as rodas cresceram e passaram para 8 polegadas, além de motor mais potente. Em 1970, outra revolução: foi projetado um garfo dianteiro facilmente desmontável, que permitia acomodar o Honda Monkey no porta-malas do carro para transporte.

No Brasil, o parente próximo modelo, o ST 70, também podia ser desmontado em parte e guidão dobrável para também se encaixar na “mala” dos carros. A geração “paz e amor” também ajudou a popularizar o modelo na década de 1970, utilizando a pequena moto, já equipada com câmbio de três velocidades, em um mobilidade urbana descontraída e divertida.

As versões foram aparecendo, com pintura em cores vivas, tanque cromado e suspensões recalibradas. Porém, o DNA e o estilo inconfundível foram mantidos, assim como os pneus do tipo “balão”, que também facilitavam o deslocamento na areia das praias.

O modelo semelhante, o MSX Grom 125, foi exibido no estante da Honda durante o Salão Das Duas Rodas de 2017, como teste de aceitação. Porém, em 2018, a marca relançou mundialmente o Monkey, totalmente reprojetado e modernizado, incluindo eletrônica, mas, coincidentemente, com o mesmo motor do MSX Grom 125. Agora, a Honda apresenta, já na linha 2022, o novo Monkey 125.

O motor de um cilindro disposto na horizontal, com arrefecimento a ar e 125 cm3, entrega 9,4 cv a 6.750 rpm e 1.1 kgfm de torque a a 5.500 rpm. O câmbio foi mudado e agora tem cinco marchas, contra quatro da versão anterior. Entre as características mais “esportivas” está a suspensão dianteira invertida, com 100 mm de curso, e o escape de saída alta, como nas motos fora-de-estrada.

A suspensão traseira tem duplo amortecedor, com 102 mm de curso. As rodas com aros em liga leve aumentaram ainda mais e agora possuem diâmetro de 12 polegadas, calçadas com a marca registrada dos pneus tipo “balão”, com medidas de 120/80 na dianteira e 130/80 atrás.

O freio dianteiro é a disco, com 220 mm de diâmetro, equipado com ABS. O freio traseiro também é a disco, com 190 mm, porém sem ABS. O tanque comporta 5,6 litros e a velocidade final de 91 km/h.  O painel é digital, com tela em LCD e iluminação em LED.

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